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Política Quarta-feira, 20 de Maio de 2026, 09:53 - A | A

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Quarta-feira, 20 de Maio de 2026, 09h:53 - A | A

"PETULÂNCIA DITADORIAL"

Júlio chama aliados de Mauro Mendes de “corja” e o acusa de impor Pivetta “goela abaixo”; veja vídeo

O deputado criticou o presidente do União Brasil por não abrir o debate sobre a majoritária; Campos também ressaltou que ausência de chapa própria diminui chances de eleger nomes à AL e Brasília

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) elevou o tom contra o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) ao acusá-lo de agir com "petulância ditatorial" dentro do partido, impondo "goela abaixo" a candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Júlio lembrou que ele e o senador Jayme Campos (União Brasil) receberam Mauro e seu respectivo grupo, ao qual o deputado se referiu como "corja", no Democratas depois deles serem expulsos do PSB, aliado à esquerda. No entanto, segundo Júlio, Mendes não retribui a altura, virando as costas aos Campos e isolando os irmãos das discussões estratétigas do partido. Para o deputado, Mauro age como "dono" do União Brasil. 

LEIA MAIS: Júlio Campos propõe pré-convenção para União Brasil decidir apoio a Pivetta ou candidatura própria de Jayme ao Governo de MT

"Cometemos esse erro grave de aceitar essa corja, como diz o termo, que veio para ser não um parceiro, não companheiro, mas um inimigo", disparou Júlio Campos no programa Opinião! da TV Pantanal.

Júlio requere a abertura do diálogo com Mendes convocando os filiados ao União Brasil para discutir a viabilidade de uma candidatura própria. Como cabeça de chapa do UB, a proposta é o senador Jayme Campos (União Braisl), que se recusa a retirar a pré-candidatura mesmo ignorado por Mauro, que é o presidente do diretório estadual.

Ainda conforme o deputado, a imposição da candidatura de Pivetta sem discussão interna pode enfraquecer o União Brasil nas eleições de 2026, diminuindo o número de cadeiras que serão conquistadas na Assembleia Legislativa (ALMT) e Câmara dos Deputados.

"Se o União Brasil, a federação, insistir em impor goela abaixo dos prefeitos e vereadores que compõem a base partidária, nós vamos eleger um federal e dois estaduais. Se tivermos candidatura própria ao Senado, levando a bandeira e o programa de governo para os municípios de Mato Grosso e para a sociedade mato-grossense, nós podemos eleger dois ou três federais, porque a nossa chapa é boa, e podemos eleger quatro ou cinco deputados estaduais", pontuou.

Os irmãos Campos articulam o adiantamento da convenção estadual do UB para maio e junho. O resultado da audiência seria homologado à frente, no período oficial de convenções em julho e agosto.

A convenção do UB terá 52 votantes, sendo 30 membros do diretório regional e 22 delegados, representando os diretórios municipais. Como o União está federado ao PP, o resultado deve ser acolhido pelo partido. A instância da federação terá sete votos. Caso não haja consenso, a conjectura é definida pela nacional.

VEJA VÍDEO

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