A vice-presidente da Câmara de Cuiabá, Maysa Leão (Republicanos), afirmou que não apoia mudanças no regimento para viabilizar a chapa à reeleição da presidente Paula Calil (PL). Maysa justificou que é contrária devido a interferência do prefeito Abilio Brunini (PL) nas articulações. Segundo a vereadora, a informação de que Paula desejava continuar no cargo foi conhecida por meio de uma declaração de Abilio, fato que aumentou a tensão entre elas. A presidente só procurou Maysa após o prefeito externar a defesa a candidatura, na última semana.
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"Eu, de fato, só soube da pretensão para ser candidata pela presidente Paula, através dela mesma, na última sexta-feira. Até então, eu só tinha ouvido por parte do gestor municipal que, indevidamente, está tentando participar de um pleito que é de um Poder ao qual ele não pertence", criticou Maysa à imprensa neste terça-feira (19).
Para a vereadora, as discussões ao pleito estão antecipadas, ocorrendo meses antes da votação, que será realizada em agosto. Mas Maysa avalia que o que prejudica as discussões é a interferência do prefeito. A vereadora, inclusive, falou que se o cenário fosse diferente, sem a participação massiva do prefeito, ela poderia reconsiderar o voto sobre a alteração do regimento.
"Isso atrapalhou, porque eu, no meu pensamento legislativo, não vejo nenhum problema da gente ter um regimento que possa aportar uma reeleição", expôs. "Mas devido à intensa interferência do prefeito, ao interesse que ele tem em determinar (...) ele acabou afundando, a meu ver, essa possibilidade. Então, não tenho meu voto para a mudança do regimento, da Casa", emendou a vereadora.
Maysa Leão considera a possibilidade de mudar o voto, caso essa discussão seja feita mais à frente e reiterou que sua rejeição não é Paula, com quem compartilha espaço na atual mesa diretora, mas a Abilio. "Num outro momento, se eu estiver aqui, eu vou pensar sobre o atual momento, mas neste momento é do interesse do Executivo", esclareceu.
Paula está herdando a mesma rejeição que o ex-líder do governo, Dilemário Alencar (União Brasil), recebeu ao começar a trabalhar a sua chapa com o apoio de Abilio. O vereador rompeu com o prefeito, deixou a liderança, mas não conseguiu reverter sua situação.
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