O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou que os correligionários majoritários que não declararem apoio ao pré-candidato ao Governo do Estado, Wellington Fagundes (PL), “têm esse poder de liberdade e podem fazer o que quiserem”. A fala ocorreu após o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), cravar o apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), indo contra a decisão sacramentada pela sigla.
“A primeira coisa que nós temos que observar é qual que é o projeto do cara. Se o projeto do cara é um grupo político no qual nós estamos inseridos, é uma coisa. Se o cara tem outro projeto à parte e que vai partir para outro lado, é problema dele”, declarou Cattani, ao explicar sua opinião.
Apesar desta ‘liberdade’ aos majoritários, Gilberto pontuou que os parlamentares eleitos não são "donos" do próprio mandato e não têm autonomia política para divergir ou se opor às decisões ordenadas pelo partido, citando uma declaração recente feita ao Roda de Entrevista.
“Um prefeito, quando ele se posiciona, ele tem liberdade para se posicionar. Até esses dias teve uma polêmica do Abilio porque eu falei que ‘manda quem pode, obedece quem tem juízo’. No meu caso é assim, porque o meu mandato não pertence a mim. O deputado estadual e o vereador só podem sair na janela partidário. Agora o majoritário não, ele pode sair do partido a hora que ele quiser, entrar em outro partido a hora que ele quiser”, ressaltou, em coletiva na última quarta-feira (14).
Para o deputado estadual, o diálogo com outros candidatos é viável apenas à essa parcela de políticos. “Eu acho que é muito importante ouvir qualquer projeto do cidadão, se o cidadão tem um outro projeto e ele tem esse poder de liberdade e podem fazer o que quiserem”.
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