A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), não descartou a construção de uma chapa de consenso à votação da Mesa Diretora, em agosto, com os vereadores Ilde Taques (Podemos) ou Dilemário Alencar (União Brasil). Paula não tinha a intenção, inicialmente, de pleitear a reeleição. Mas passou a considerar o projeto depois de ganhar o apoio do prefeito Abilio Brunini (PL) na disputa. O único impedimento é o regimento interno da Casa que pode ser mudado caso ela consiga o apoio de 18 vereadores, o equivalente a um terço do plenário.
"Eu posso te falar que esse não era o meu foco. Eu vou querer disputar a Mesa Diretora, mas quando alguns vereadores me convidam para sentar, reunir, conversar, e a partir de uma entrevista que o prefeito deu, eu fiquei feliz dele citar o meu nome na condução da Câmara Municipal de Cuiabá", declarou Paula Calil à Rádio Verde.
Paula ressaltou que faltam três meses para a votação e que até o pleito o cenário pode mudar, mas que tudo depende do diálogo com os demais. Por enquanto, ela não está na disputa e pontuou que ainda não conversou oficialmente com as demais vereadoras que compõem a primeira Mesa feminina à frente da Câmara.
De antemão, Michelly Alencar (União Brasil), segunda vice-presidente, já afirmou ser contrária. Outra vereadora que se manifestou foi Baixinha Giraldelli (Solidariedade), que não faz parte da mesa, mas já antecipou para Paula que não concorda com ela em busca da reeleição.
"Faltam três meses ainda. Tem muito chão pela frente, muito diálogo, muitas conversas e alinhamentos. Eu acredito muito no diálogo, sempre buscamos o diálogo. Acho que nada é impossível. A gente está aí para dialogar e fazer os devidos alinhamentos", disse a vereadora.
Juridicamente, o que trava a chapa de Paula é um entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). A prática da reeleição é permitida em outras casas do Legislativo, como a Câmara de Várzea Grande — que reelegeu seu atual presidente Wanderley Cerqueira (MDB) na última semana — e na Assembleia Legislativa (ALMT). Porém, em Cuiabá, essa prerrogativa foi suspensa para permitir a oxigenação política.
Paula revelou que conversou informalmente com o procurador-geral da Câmara de Cuiabá e ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), Eustáquio Neto, por duas vezes, ele explicou o rito que seria necessário convocar uma votação e que a vereadora precisaria de um terço do plenário, ou seja, 18 votos para fazer a mudança no regimento. A atual presidente, não descartou a possibilidade, mas deixou claro que só fará o enfrentamento jurídico caso haja consenso.
"Mas, se houver uma maioria dos vereadores e se esse for um consenso para promover uma alteração do regimento interno — que não vale só para essa Mesa, vale para as outras mesas também, porque é um processo legal, já há entendimento do Supremo Tribunal Federal — então é uma questão que vai ficar para o próximo biênio", pontuou.
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