A nova linha de crédito, que prevê R$ 30 bilhões em recursos públicos, é voltada a motoristas de aplicativo e taxistas e traz condições especiais para financiamento e manutenção de veículos, além da criação de capital de giro.
Segundo apurou o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), serão oferecidas taxas de juros inferiores à Selic, carência de até seis meses e prazos de financiamento de até 72 meses.
De acordo com a revista Exame, os critérios de elegibilidade seriam de ao menos 100 corridas realizadas nos últimos 12 meses, ou seja, uma média de duas a cada semana.
No lançamento do programa em São Paulo, o Planalto espera a presença de aproximadamente 500 pessoas, entre representantes do governo, motoristas de aplicativos, taxistas e demais atores relacionados ao setor automotivo e de mobilidade urbana.
Segundo estudo do Instituto Datafolha realizado em 2025 com motoristas ativos no aplicativo Uber, 87% dos condutores estão interessados em comprar ou trocar de carro nos próximos três anos, sendo que 88% pretendem financiar e apenas 12% deles possuem intenção de pagar à vista. Entre quem não pretende trocar, a principal razão apontada é que o carro atual ainda está novo.
Além disso, três em cada quatro motoristas (74%) são proprietários do veículo, sendo que pouco mais da metade deles (56%) ainda está pagando, com prazos geralmente acima de três anos. Entre aqueles que não são proprietários, mais da metade (57%) usa veículo de uma empresa e a maioria paga aluguel pelo uso (73%).
Interesse eleitoral
O lançamento da linha de crédito ocorre após o governo sofrer uma derrota ao não conseguir aprovar no Congresso a regulamentação da atuação dos trabalhadores por aplicativo. A intenção é conseguir ter o setor, considerado próximo do bolsonarismo, próximo a Lula nas eleições.
No ano passado, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criou um grupo de trabalho que reuniu lideranças do setor para criar um relatório com as reivindicações deles.
Os principais pedidos foram a elevação do piso de serviço para R$ 10, adicional por distância de R$ 2,50 por quilômetro rodado e pagamento integral de rotas agrupadas.
Os pedidos não foram incluídos no texto que tramita na Câmara, relatado pelo deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE).
Além disso, o governo recebeu o indicativo de que a proposta não será votada em 2026, por falta de consenso entre as empresas e os trabalhadores e a proximidade das eleições.
O Planalto credita o engavetamento pelo lobby dos grandes aplicativos.
(Com Agência Estado)
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