O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou que, embora seja contrário, não vai questionar uma eventual união do partido com o MDB a nível nacional para apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência. Cattani disse que "ficará quieto" pois não pretende "jogar sua candidatura fora". O deputado explicou que na condição de parlamentar não é "dono" do próprio mandato e não tem autonomia política para divergir, se opondo a decisões sacramentadas pelo partido. Segundo Cattani, a condição é diferente para os prefeitos que por estarem em uma esfera majoritária podem escolher um lado.
"Manda quem pode e obedece quem tem juízo. O deputado estadual depende do partido. Nós somos dependentes da nossa candidatura e o mandato pertence ao partido, somente a majoritária pode ter essa liberadade", falou o deputado ao Roda de Entrevista nessa quinta-feira (7).
Manda quem pode e obedece quem tem juízo
O bolsonarista mencionou os prefeitos de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), que são radicalmente contra a conjugação de uma aliança com o MDB. Cláudio, inclusive, é alvo de polêmica pois além de não concordar com a coalisão também declarou voto ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos). O prefeito de Rondonópolis disse que era questão de fidelidade endossar Pivetta a ficar ao lado do candidato do próprio partido, o senador Wellington Fagundes (PL), cuja nora, a deputada estadual Janaina Riva (MDB) tenta consolidar 'dobradinha' com o deputado federal José Medeiros (PL).
Eu vou ficar quieto. Não vou jogar a minha candidatura fora
"Se por ventura o partido nos obrigar, eu vou ficar quieto. Não vou jogar a minha candidatura fora por causa disso. Mas deixo claro e faço coro com o Abilio que isso não vai ajudar em nada o PL, mas vai atrapalhar muito", disparou Cattani.
O deputado ainda destacou que se Wellington continuar forçando a entrada do MDB na coligação com o PL "será difícil manter o ritmo", trabalhando em prol a sua pré-candidatura ao governo. Já para o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado pensa diferente. "Aí nós queremos sim uma aliança. Quanto mais apoio ele tiver para candidatura, melhor", concluiu Cattani.
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