O secretário de Obras de Cuiabá, Reginaldo Teixeira (Novo), afirmou que o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) manchou a reputação do partido após ser alvo da Operação Emenda Oculta da Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO). Elizeu é recém-filiado ao Novo e já se envolveu em uma polêmica. O deputado ingressou no partido durante a janela, em março, estando ainda em fase de adaptação. Reginaldo ressaltou que o partido nasceu a partir de um movimento contra a corrupção e não coaduna com políticos que sejam 'ficha suja'.
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Por ironia, a filiação de Elizeu, investigado por suposto desvio de emenda, foi aprovada pela nacional que tem o pré-candidato ao Senado, Deltan Dallagnol, como um dos seus embaixadores. Deltan ficou conhecido por sua atuação enquanto procurador na Operação Lava Jato.
"Todo tipo de operação deixa um tipo de mancha em qualquer lugar que passa. A gente precisa prezar pelo processo legal que tudo seja ouviudo e esclarecido. O partido Novo é um defensor e um combatente nessa questão de qualquer tipo de corrupção e isso ele vai continuar fazendo. Isso tenho certeza pois já é estatutário", disse Reginal Teixeira ao Veja Bem MT nessa quarta-feira (6).
A Operação Emenda Oculta é um desdobramento da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil em 27 de janeiro. O vereador por Cuiabá, Chico 2000 (PL), acabou afastado da Câmara após ser associado a suposto desvio para realização de corridas na capital. Os nomes de Elizeu e do vereador Cezinha Nascimento (União Brasil) teriam aparecido em celulares apreendidos.
De acordo com o relatório do Conselho de Controle de Atividades Finaneiras (Coaf) usado pela Naco, o empresário João Nery Chiroli, proprietário da Sem Limite Esporte e Eventos Ltda, repassava parte dos valores das emendas a Elizeu e Cezinha.
Os autos afirmam que Chiroli fez três saques em agência no Sicoob que juntos contabilizaram R$ 720 mil, entre os dias 16 de dezembro de 2025 e 21 de janeiro deste ano. No primeiro saque, de R$ 250 mil, o empresário foi até a agência com uma mochila. Após sacar o dinheiro, ele entrou no carro de Elizeu. Segundo o documento, imagens de câmeras de segurança identificaram o deputado por meio de reconhecimento facial.
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