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Política Quarta-feira, 17 de Junho de 2026, 15:47 - A | A

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Quarta-feira, 17 de Junho de 2026, 15h:47 - A | A

"HERÓI EXILADO"

Cattani diz que vitória de Flávio pode reverter condenação de Eduardo no STF

Deputado estadual do PL criticou duramente a condenação unânime imposta pela Primeira Turma do STF e admitiu que viagem aos EUA serviu para evitar prisão preventiva no Brasil

BIANCA MORTELARO
Da redação

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou que já esperava a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ser designado, por meio de sorteio, como relator do caso. Agora, o parlamentar diz que conta com a vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial para reverter o caso.

Eduardo foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto por coação no curso do processo, ao interferir no julgamento em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi julgado por tentativa de golpe de Estado.

“Sem nenhuma estranheza, uma vez que o Alexandre Moraes ia julgar o Eduardo Bolsonaro, nós já sabíamos que a condenação seria feita”, declarou Cattani, em coletiva nesta quarta-feira (17).

Questionado se Eduardo retornaria ao país, Gilberto foi enfático ao admitir que a ida de Eduardo aos Estados Unidos foi motivada para evitar sua prisão no Brasil. Ao justificar, Cattani afirmou que caso o senador e pré-candidato à presidência da república Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ganhe as eleições de 2026, o destino de Eduardo poderia ‘mudar’.

“Ele já saiu porque já sabia que isso ia acontecer com ele, inclusive foi noticiado pelos próprios assessores do Alexandre Morais que falava que estava tentando pegar o Eduardo. Ele já foi pra lá por causa disso. Então, assim que a gente ganhar a eleição, as coisas mudam”, destacou.

LEIA MAIS: STF condena Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão

Ao complementar a fala, Cattani desabafou: “Ele não é um foragido, ele é um herói brasileiro. Exilado por perseguição política”.

Por fim, ao abordar o processo legal da condenação, o parlamentar estadual apontou falhas graves no direito de defesa do réu, afirmando que a cúpula do Judiciário ignorou os ritos tradicionais de comunicação de réus.

“Uma condenação totalmente fora do contexto jurídico de nosso país, sem ter nem mesmo o acusado ter sido notificado ou intimado para isso, enfim. Vindo de onde veio, a gente já sabia que ia acontecer isso”, pontuou Gilberto.

 

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