O secretário-geral do União Brasil em Mato Grosso, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco, foi escalado para selar a paz entre o presidente do partido, o ex-governador Mauro Mendes, e o senador Jayme Campos sobre a candidatura ao governo. Jayme instalou uma queda de braço na Federação União Progressista (UP) para viabilizar seu nome à majoritária, contrapondo a defesa de Mendes para que o grupo apoie a chapa do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Dilmar adiantou que conversou com Jayme e o deputado estadual Júlio Campos (UB), identificando "caminhos" com os correligionários para pacificar o assunto. As condições dos Campos serão repassadas a Mendes, que se recusa a mudar o posicionamento sob a justificativa que seria uma traição a Otaviano. Porém, o deputado acredita que os companheiros irão flexibilizar, abrindo espaço para concessões para evitar um racha no partido.
"Eu acho que tem alguns caminhos aí que vão ser, com toda certeza, respeitados pelo nosso partido, por ambos do nosso partido", falou Dilmar ao Veja Bem MT.
A última reunião de Dilmar com Jayme durou cerca de quatro horas. O senador reiterou que não está disposto a ceder, deixando de disputar o Executivo para favorecer Otaviano. Da mesma forma que Mauro, Jayme também fala em traição e lembra que apoiou o ex-governador com investimentos generosos às campanhas. À época, segundo o senador, MM não tinha dinheiro para financiar a estrutura necessária para concorrer ao Paiaguás.
Além dos aportes para as campanhas, Jayme colocou à mesa a parceria ao longo dos dois mandatos de Mendes, encaminhando emendas do Senado para os programas e obras desenvolvidos pelo governo.
Dilmar, além de secretário-geral do UB, é membro da Federação UP, mas o grupo o elegeu para a missão quase impossível pelo perfil conciliador.
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