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Justiça Quarta-feira, 17 de Junho de 2026, 16:29 - A | A

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Quarta-feira, 17 de Junho de 2026, 16h:29 - A | A

AUSÊNCIAS FREQUENTES

TJMT demite juíza investigada por ausências e má condução de processos

Tribunal mantém sigilo sobre o PAD e diz não ter como confirmar dados divulgados sobre a demissão

DA REDAÇÃO

A juíza substituta Tatiana dos Santos Batista, que atuava na Vara Única da Comarca de Vila Bela da Santíssima Trindade (522 km de Cuiabá), foi demitida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), conforme divulgado pelo portal RepórterMT. A decisão teria sido tomada pelo Órgão Especial da Corte após a magistrada responder a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

Segundo a publicação, Tatiana estava afastada das funções desde junho de 2025 e era investigada por uma série de irregularidades em sua atuação. Entre elas estariam atrasos no andamento de processos, faltas sem autorização e ausências frequentes da comarca.

Ainda de acordo com o RepórterMT, a magistrada se tornará a primeira juíza da história do Judiciário mato-grossense a perder o cargo durante o estágio probatório. Ela tomou posse em julho de 2023.

As investigações tiveram início após uma correição realizada pela Corregedoria-Geral da Justiça apontar falhas na condução da Vara Única de Vila Bela da Santíssima Trindade. O relatório teria identificado despachos considerados genéricos, processos pendentes de análise, ações paralisadas, audiências de instrução não realizadas, sucessivos reagendamentos, audiências de custódia realizadas virtualmente e ausências da magistrada da comarca sem autorização do Tribunal.

O documento também apontaria que a unidade possuía cerca de dois mil processos em tramitação, dos quais 1.347 ainda estavam na fase de conhecimento. Conforme a publicação, o corregedor também registrou que a juíza permanecia a maior parte do tempo fora da cidade.

O portal informou ainda que, mesmo afastada, Tatiana continuou recebendo remuneração próxima de R$ 30 mil mensais durante o período em que permaneceu sem exercer as funções.

LEIA MAIS: Corregedoria abre sindicância contra juíza 'turista'

TJMT NÃO CONFIRMOU

A reportagem do HNT entrou em contato com a Assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O órgão informou que não pode confirmar qualquer informação relacionada ao caso porque o Processo Administrativo Disciplinar tramita sob sigilo.

Em nota, o Tribunal respondeu:

"Como se trata de um processo administrativo que tramita sob sigilo, não temos acesso às informações e nem condições de confirmar qualquer dado relacionado ao seu conteúdo.

Ao término do julgamento, o acórdão é publicado no Diário da Justiça Eletrônico (DJE). No entanto, em respeito ao sigilo processual, a publicação não faz referência ao nome das partes envolvidas."

 

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