O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que vai cobrar da Rumo o avanço das obras da ferrovia estadual Senador Vicente Emílio Vuolo até Cuiabá. A primeira etapa do modal foi entregue neste sábado (20), em Dom Aquino, mas Pivetta lembrou que o contrato firmado com a concessionária prevê a construção de um ramal até a capital mato-grossense. Os trilhos também devem conectar Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, ampliando a integração logística de Mato Grosso com o Porto de Santos, em São Paulo.
"Nós temos um contrato do Estado com a Rumo para que os trilhos cheguem a Cuiabá e sigam para Lucas do Rio Verde e Nova Mutum. E nós vamos cobrar esse contrato. É uma concessão com cláusulas muito bem estabelecidas. Fizemos um bom contrato em nome do povo mato-grossense", afirmou Pivetta.
A ferrovia construída pela Rumo terá, ao todo, 743 quilômetros de extensão e passará por 16 municípios de Mato Grosso. O governador atribuiu a lentidão no avanço das obras ao fato de o empreendimento ser financiado integralmente com recursos privados da concessionária.
"A Rumo iniciou esse investimento em um cenário com juros de 4% ao ano, em 2021 e 2022. Hoje, a empresa precisa captar recursos a 15% ao ano. Sabemos que isso dificulta muito. Eles nos apresentaram o fluxo de caixa e demonstraram as dificuldades financeiras que enfrentam", explicou.
O trecho entregue neste sábado recebeu investimento de R$ 5 bilhões. A Rumo também obteve R$ 2 bilhões em financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A ferrovia integra os projetos do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Para concluir os 743 quilômetros previstos, a concessionária estima investir aproximadamente R$ 15 bilhões.
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