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Política Sábado, 20 de Junho de 2026, 15:28 - A | A

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Sábado, 20 de Junho de 2026, 15h:28 - A | A

JUROS ALTOS E BUROCRACIA

Pivetta detona política econômica e morosidade do Governo Federal: "crime com Mato Grosso"

Declarações ocorreram durante entrega de trecho da ferrovia estadual e reforçam o discurso de que a entrega é mérito da atuação do governo de Mato Grosso

RAYNNA NICOLAS E ANNA GIULIA MAGRO
Da Redação/Do Local

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), teceu duras críticas contra a política econômica do Governo Federal e a morosidade das instituições ligadas ao Planalto. As declarações ocorreram durante a entrega de trecho da ferrovia estadual Senador Vicente Emilio Vuolo, em Dom Aquino (150 km de Cuiabá), neste sábado (20). Pivetta voltou a capitalizar a conquista ao Estado e disse que as dificuldades no avanço do traçado decorrem do cenário econômico que inviabiliza os investimentos. 

"[A empresa diz que não tem viabilidade econômica] por causa do juros, né? O Brasil gasta mais do que arrecada, toma dinheiro no mercado, os juros ficam em 15%. Com 15% ao ano é impossível qualquer investimento ter viabilidade a longo prazo. Mas nós acreditamo sque o Brasil vai curar esse mau, como Mato Grosso já fez isso em 2019. Nós organizamos o Estado, fizemos saneamento fiscal e mantivemos o Estado com capacidade de investimento sem pagar muito juros. É isso que o Brasil tem que fazer, aí as empresas conseguem prosperar", disse Pivetta. 

O governador também reforçou a retórica de que a ferrovia só teve andamento por se tratar de projeto estadual. Com a articulação do Estado, apesar dos investimentos privados, a emissão de licenças ficou a cargo de órgãos estaduais, como a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). 

"Essa é a primeira ferrovia estadual do Brasil e só saiu porque é estadual. Só saiu porque a Sema licenciou. Se fosse o Ibama, olha a estrada da Chapada. Nós estamos há três anos esperando licenciamento para estrada de Chapada. É um crime o que o Governo Federal faz contra o Mato Grosso. É impossível aguentar. É um desaforo", falou.

Questionado acerca do financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDS) que permitiu a construção da ferrovia, Pivetta destacou que o empréstimo é o "mínimo" e que o investimento é devolvido com juros, pago pelo bolso do cidadão. 

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