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Política Sábado, 20 de Junho de 2026, 08:00 - A | A

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Sábado, 20 de Junho de 2026, 08h:00 - A | A

VEJA VÍDEO

Botelho nega ida à Marcha para Jesus e critica políticos "papagaios de pirata"

Deputado afirmou que prefere trabalhar a própria personalidade a "pegar carona" no senador do PL; fala resgata episódio em que governador foi escanteado em Sinop

BIANCA MORTELARO
Da redação

O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) declarou publicamente que não participará da 29ª edição da Marcha para Jesus, em Cuiabá, para evitar o que chamou de "pegar carona" na imagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A fala do parlamentar, proferida às vésperas do evento cristão deste sábado (20), é interpretada como um apontamento ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), em referência a um episódio recente de desconforto em um palanque no interior do estado.

Ao ser questionado sobre sua presença no evento que contará com a participação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Botelho foi enfático ao marcar sua posição de independência.

“Eu não vou porque eu não tenho esse perfil. Eu prefiro trabalhar a minha personalidade e não querer colar na personalidade dos outros para pegar carona e nem para ser papagaio de pirata de ninguém. Então eu não vou dar esse filme aí”, afirmou o deputado.

LEIA MAIS: Pivetta abandona palco em Sinop após ser ignorado por Flávio Bolsonaro; veja vídeo

A declaração de Botelho contextualiza e ironiza um fato ocorrido em Sinop, onde o Pivetta abandonou o palco após ser ignorado por Flávio Bolsonaro durante um ato político. Naquela ocasião, as autoridades se organizavam para realizar uma foto oficial com Flávio ao centro, mas Pivetta acabou ficando sem espaço no dispositivo principal.

O ex-deputado Nilson Leitão ainda tentou "encaixar" o governador no grupo, mas Pivetta, ao notar a indiferença de Flávio e do senador Wellington Fagundes (PL), balançou a cabeça negativamente e se retirou do local. Após a repercussão do vídeo nas redes sociais, Pivetta tentou minimizar o ocorrido, afirmando que apenas "acionou seu modo vice" por ser uma pessoa discreta.

Ele justificou sua saída dizendo que seria "deselegante" ter que "se acotovelar" com outros políticos para aparecer em uma fotografia e negou qualquer sentimento de desprestígio, embora o gesto de Flávio Bolsonaro tenha sido lido como um apoio explícito à reeleição de Wellington Fagundes, isolando o Republicanos.

VÍDEO: 

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