Nisvalter de França Coelho, de 57 anos, foi morto a facadas dentro da própria residência na noite de sábado (21), em Tangará da Serra (253 km de Cuiabá). Um homem de 33 anos e uma mulher de 32 anos foram presos em flagrante suspeitos de participação no crime.
A Polícia Militar foi acionada após uma denúncia de que um possível "salve" estaria ocorrendo no imóvel. Quando as equipes chegaram ao endereço, encontraram a mulher abrindo o portão da casa, aparentemente tentando deixar o local. Ao mesmo tempo, o homem correu para os fundos da residência na tentativa de fugir, mas ambos foram abordados e detidos pelos policiais.
Durante as buscas no imóvel, os militares encontraram Nisvalter caído na sala, em meio a uma grande quantidade de sangue. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas a médica apenas constatou a morte da vítima. A avaliação inicial apontou que o homem apresentava cerca de cinco perfurações provocadas por faca.
Questionado pelos policiais, o suspeito informou onde havia escondido a arma utilizada no crime. Segundo ele, a faca foi arremessada para o quintal de uma residência localizada nos fundos da casa da vítima.
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Em depoimento preliminar, a mulher contou que mantinha um relacionamento com o suspeito desde janeiro deste ano e que os dois moravam em um quarto alugado na residência de Nisvalter, a quem conhecia havia cerca de oito anos.
Ela relatou ainda que os três passaram o dia consumindo bebidas alcoólicas. Segundo a versão dela, em determinado momento o companheiro saiu para comprar mais bebida e ela permaneceu na casa. A suspeita afirmou que, durante a ausência do namorado, teria sido abusada sexualmente por Nisvalter.
Ainda conforme o relato, quando o companheiro retornou percebeu que ela estava abalada e questionou o que havia acontecido. Após ouvir a acusação de estupro, o homem teria pegado uma faca que estava nos fundos da residência e atacado a vítima com vários golpes dentro da sala.
Uma testemunha, moradora de uma casa vizinha, contou aos policiais que viu apenas o casal entrando na residência. Pouco depois, ouviu uma voz masculina gritando frases semelhantes a "não faça isso", mas não conseguiu visualizar o que acontecia no interior do imóvel.
Durante o registro da ocorrência, a mulher também informou estar grávida de aproximadamente dois meses e afirmou que o suspeito seria o pai da criança.
O local foi isolado para os trabalhos da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Após os levantamentos periciais, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de necropsia.
O casal foi levado para a delegacia e colocado à disposição da Polícia Civil, que investiga o caso e apura as circunstâncias do homicídio e a denúncia de violência sexual apresentada pela suspeita.
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