O Ministro dos Transportes, George Santoro, representando o Governo Federal de Lula (PT), rebateu a disputa pela “paternidade” da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, inaugurada neste sábado (20) em Dom Aquino (170 km de Cuiabá). Em meio a um cenário de troca de acusações entre lideranças políticas estaduais sobre quem seria o verdadeiro idealizador do projeto, Santoro classificou a discussão como irrelevante para o desenvolvimento logístico do país.
“Isso é uma discussão muito pequena, é besteira. A regulamentação da lei é federal, da Lei de Autorização. O Estado fez o seu trabalho, é importante haver isso no estado do Mato Grosso, mas o que é relevante é que a gente precisa tirar as ferrovias do papel. Estadual, federal, isso não importa”, afirmou Santoro.
Segundo ele, o foco do debate deve ser a eficiência logística e a parceria institucional entre os Poderes, sem se basear em ideologias partidárias.
“O relevante é que a gente tenha um curso logístico eficiente. O governo trabalha, eu trabalho com parceria. Sem olhar ideologia, sem olhar política, o que importa para a gente é olhar as pessoas e melhorar o curso lógico do país”.
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Na semana anterior à inauguração da Ferrovia, autoridades mato-grossenses como o ex-governador Mauro Mendes (UB) e o deputado Eduardo Botelho (MDB) defenderam que o mérito para a viabilização da Ferrovia foi exclusiva do Estado, descartando qualquer apoio ou vínculo do Governo Federal.
A tensão foi ampliada pelo discurso de abertura na inaguração do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que criticou a política econômica e a "morosidade" do Governo Federal, reforçando a tese de que a ferrovia só avançou por ser um projeto estadual, livre das travas de licenciamento de órgãos federais como o Ibama.
Santoro criticou o tom inflamado das discussões da viabilização da Ferrovia. Enquanto Mendes, Pivetta e Botelho defendem o papel do estado na implantação do projeto ferroviário, o ministro minimizou o debate e ressaltou o trabalho do Governo Federal.
“Acho que há muita conversa, muita lorota, muita bravata, e tem que precisar trabalhar, e a gente está trabalhando, desde que a gente entrou no governo, trabalhamos, estamos tirando o papel dos projetos”, disparou.
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