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Política Segunda-feira, 22 de Junho de 2026, 10:57 - A | A

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Segunda-feira, 22 de Junho de 2026, 10h:57 - A | A

"É BESTEIRA"

Ministro de Lula rebate briga por “paternidade” de ferrovia em MT e dispara: “muita lorota"

Representando o Governo Federal na inauguração em Dom Aquino, George Santoro classificou a discussão como "pequena e besteira"

BIANCA MORTELARO/ANNA GIULLIA MAGRO
Da redação/Do local

O Ministro dos Transportes, George Santoro, representando o Governo Federal de Lula (PT), rebateu a disputa pela “paternidade” da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, inaugurada neste sábado (20) em Dom Aquino (170 km de Cuiabá). Em meio a um cenário de troca de acusações entre lideranças políticas estaduais sobre quem seria o verdadeiro idealizador do projeto, Santoro classificou a discussão como irrelevante para o desenvolvimento logístico do país.

“Isso é uma discussão muito pequena, é besteira. A regulamentação da lei é federal, da Lei de Autorização. O Estado fez o seu trabalho, é importante haver isso no estado do Mato Grosso, mas o que é relevante é que a gente precisa tirar as ferrovias do papel. Estadual, federal, isso não importa”, afirmou Santoro.

Segundo ele, o foco do debate deve ser a eficiência logística e a parceria institucional entre os Poderes, sem se basear em ideologias partidárias.

“O relevante é que a gente tenha um curso logístico eficiente. O governo trabalha, eu trabalho com parceria. Sem olhar ideologia, sem olhar política, o que importa para a gente é olhar as pessoas e melhorar o curso lógico do país”.

LEIA MAIS: Mauro Mendes minimiza vinda de Lula e avisa: "obra aconteceu graças ao Estado"

Na semana anterior à inauguração da Ferrovia, autoridades mato-grossenses como o ex-governador Mauro Mendes (UB) e o deputado Eduardo Botelho (MDB) defenderam que o mérito para a viabilização da Ferrovia foi exclusiva do Estado, descartando qualquer apoio ou vínculo do Governo Federal. 

A tensão foi ampliada pelo discurso de abertura na inaguração do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que criticou a política econômica e a "morosidade" do Governo Federal,  reforçando a tese de que a ferrovia só avançou por ser um projeto estadual, livre das travas de licenciamento de órgãos federais como o Ibama.

Santoro criticou o tom inflamado das discussões da viabilização da Ferrovia. Enquanto Mendes, Pivetta e Botelho defendem o papel do estado na implantação do projeto ferroviário, o ministro minimizou o debate e ressaltou o trabalho do Governo Federal.

“Acho que há muita conversa, muita lorota, muita bravata, e tem que precisar trabalhar, e a gente está trabalhando, desde que a gente entrou no governo, trabalhamos, estamos tirando o papel dos projetos”, disparou.

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