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Artigos Quarta-feira, 10 de Julho de 2024, 07:25 - A | A

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Quarta-feira, 10 de Julho de 2024, 07h:25 - A | A

EMANUELLE SANTOS

A hipertensão arterial e os rins

EMANUELLE SANTOS DOS REIS

A hipertensão arterial na infância é uma condição médica que vem ganhando atenção crescente devido ao aumento de sua incidência.

Embora tradicionalmente associada a adultos, a hipertensão pode ocorrer em crianças e adolescentes, frequentemente como resultado de fatores genéticos, obesidade e estilos de vida sedentários.

Identificar e tratar a hipertensão arterial na infância é crucial, pois a pressão alta pode levar a danos em órgãos vitais como o coração, cérebro e rins, além de aumentar o risco de doenças cardiovasculares na vida adulta.

Os riscos de desenvolver hipertensão na infância são influenciados por diversos fatores, incluindo histórico familiar de pressão alta, excesso de peso, prematuridade, e uso de corticoides tópicos e sistêmicos. Além disso, uma dieta rica em sódio e pobre em nutrientes essenciais pode agravar a condição.

Dietas ricas em frutas, vegetais e alimentos integrais, e com baixo teor de sal, são recomendadas para ajudar a controlar e prevenir a hipertensão. O controle do peso através de uma alimentação saudável e a prática regular de atividades físicas são fundamentais para reduzir os riscos associados à hipertensão arterial em crianças.

É recomendado que todas as crianças prematuras, cardiopatia e nefropatia meçam a pressão arterial pelo menos uma vez ao ano, assim como todas as crianças acima de três anos de idade. Os valores de normalidade para crianças e adolescentes é diferente do adulto, mas deve sempre ser abaixo de 120/80mmHg em qualquer um dos casos.

O acompanhamento com um nefrologista pediátrico é essencial para crianças diagnosticadas com hipertensão arterial. Esses especialistas são treinados para lidar com complicações renais e podem fornecer um manejo abrangente da condição, incluindo ajustes na dieta, monitoramento da pressão arterial e, quando necessário, prescrição de medicamentos.

Um acompanhamento regular permite a detecção precoce de possíveis danos aos rins e outros órgãos, promovendo uma melhor qualidade de vida e prevenindo complicações futuras.

(*) EMMANUELA BORTOLETTO SANTOS DOS REIS é medica Nefropediatra no Hospital Santa Rosa e professora na UNIVAG- CRM/ MT 6596 e RQE 300; 327.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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