O governador reeleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), lamentou, nesta quinta-feira (5), a prisão preventiva do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almeida, e de outros cinco investigados na Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na semana passada.
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O chefe do Executivo classificou o episódio como prejudicial ao estado, diante da repercussão das suspeitas de corrupção e desvio de recursos públicos na Corte de Contas. “Muito ruim para nós, muito ruim para Mato Grosso. Muito ruim para todos. Eu sinto muito”, afirmou.
A Operação Tomada de Contas foi deflagrada em 29 de outubro, por determinação do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para investigar um suposto esquema de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro envolvendo contratos administrativos e pagamentos realizados pelo TCE-MT.
Segundo as investigações, a estrutura seria utilizada para pressionar empresas contratadas pelo Tribunal, por meio da suspensão e retomada de contratos, com a suposta exigência de devolução de parte dos valores pagos. A Polícia Federal também identificou movimentações financeiras consideradas atípicas, que somaram aproximadamente R$ 75,8 milhões entre janeiro e outubro de 2025.
Além de Sérgio Ricardo, foram presos preventivamente o consultor jurídico-geral Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, a chefe de gabinete Roseli Loss e os servidores Adriangelo Barros Antunes, Gustavo Fernandes da Silva e Felipe José Glinke.
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Com o afastamento de Sérgio Ricardo, o conselheiro Waldir Júlio Teis assumiu interinamente a presidência do TCE-MT na terça-feira (3). Uma das primeiras medidas adotadas pelo novo dirigente foi a exoneração de 18 servidores ocupantes de cargos comissionados, dos quais 16 são citados na investigação federal.
As mudanças atingiram setores estratégicos da Corte, como a Consultoria Jurídica, a Presidência, o Controle Interno e as áreas de Orçamento e Finanças. As exonerações foram formalizadas por meio de atos publicados no Diário Oficial de Contas.
As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, e os fatos apurados ainda dependem de conclusão dos procedimentos e eventual responsabilização judicial dos envolvidos.
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