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Política Quinta-feira, 05 de Novembro de 2026, 16:41 - A | A

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ÁGUAS PASSADAS

Ananias revê pedido de expulsão e sela paz com Flávia Moretti no PL

O presidente optou pela reconciliação, mantendo a prefeita de VG no partido após ela abandonar palanque de WF para apoiar Pivetta

CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

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O presidente estadual do PL, Ananias Filho, optou por não seguir em frente com o processo de expulsão da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL). A paz entre o dirigente partidário e a prefeita foi selada em reunião nesta quinta-feira (5). A deputada federal Coronel Fernanda (PL) foi a interlocutora entre os correligionários para que a agenda ocorresse.

Fernanda compartilhou nas redes sociais a chegada com Moretti e o momento em que Ananias senta à mesa. O diálogo foi rápido. Ananias foi direto, optando por colocar panos quentes sobre a rusga com Flávia, que optou por não apoiar a campanha do senador Wellington Fagundes (PL). A prefeita migrou para a campanha do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que acabou reeleito.

LEIA MAIS: Flávia se esquiva sobre futuro de Ananias no PL e aguarda decisão de Valdemar

O posicionamento custou a Flávia a indicação do seu nome ao Conselho de Ética do PL. Neste meio tempo, a prefeita recebeu o convite do Republicanos e de outras siglas, mas não fez aceno a nenhuma agremiação, esperando a situação ser resolvida internamente.

Para não perder uma prefeita de cidade polo, Ananias recuou da ofensiva e recorreu ao diálogo. A conduta do presidente vai de encontro ao que uma ala do PL usava como argumento para pedir a saída de Ananias do comando do partido. Os bolsonaristas apontavam que Ananias não conseguia manter o partido unido.

Os rumores de renovação na diretoria passaram a ganhar força com a vitória da chapa do deputado federal Zé Medeiros (PL) ao Senado, que também não apoiou Wellington, ficando com Pivetta. O grupo ligado a Medeiros começou a defender que o primeiro suplente ao Senado, Odílio Balbinotti (PL), fosse conduzido a presidência. 

Ananias foi estratégico, evitando mais desgaste no grupo já dividido em vários blocos no primeiro turno da eleição após a aliança com o MDB, preservando seu posto na presidência.  

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