A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), evitou apoiar uma eventual saída de Ananias Filho da presidência estadual do Partido Liberal em Mato Grosso, após o suplente de senador eleito Odílio Balbinotti (PL) ventilar a possibilidade de mudanças na direção da sigla. A prefeita afirmou que a definição sobre o comando partidário deve ser conduzida pela direção nacional, liderada por Valdemar Costa Neto, e condicionou uma discussão sobre o diretório municipal de Várzea Grande à decisão sobre a estrutura estadual.
“Eu não vou me manifestar quanto à mudança do comando do PL. Eu acredito que o comando do PL tem que ser conduzido pela nacional, pelo Valdemar. Que ele vai ser bem conduzido, acredito. Sempre acreditei”, afirmou em entrevista à imprensa.
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A prefeita acrescentou que pretende aguardar a definição sobre a direção estadual antes de discutir a composição do diretório municipal e sua própria situação dentro do partido, após declarar apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), em detrimento da campanha do correligionário Wellington Fagundes (PL). O revés ao candidato não foi um ato isolado de Moretti, além da gestora, prefeitos como Claúdio Ferreira (PL) e Sérgio Machnic (PL) também se opuseram à decisão do partido.
“Acredito muito no nosso presidente nacional. E aí eu espero somente a condução do PL de Mato Grosso com o presidente que ficará ou trocará para depois eu discutir o diretório de Várzea Grande. Ou a situação minha no partido”, disse.
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A possibilidade de mudanças no comando estadual foi ventilada por Odílio Balbinotti após as eleições de outubro, em meio à um período de tensão entre Ananias Filho e prefeitos do partido durante a campanha eleitoral, especialmente em torno das estratégias adotadas para a disputa ao governo estadual.
Questionada se considera que Ananias errou ao adotar uma postura de enfrentamento com os prefeitos, Moretti evitou fazer uma avaliação definitiva e classificou as decisões tomadas durante a campanha como parte das estratégias políticas de cada liderança.
“Campanhas políticas são estratégias. Se ele fez alguma estratégia negativa que ocorreu para o candidato dele ou não, são estratégias. E aí a gente pode pecar, pode errar. Se erra numa gestão pública, pode errar numa estratégia política. Então acredito que as decisões do Ananias foram tomadas. Acredito que ele não se arrependa. É uma decisão política e estrategista dele”, declarou.
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Apesar das divergências, a prefeita afirmou que pretende concentrar os esforços na administração de Várzea Grande e nas próximas entregas da gestão, sem antecipar uma decisão sobre sua permanência no partido ou sobre a composição do diretório municipal.
“A vida continua, a vida segue. Acabou as eleições. Agora eu corro atrás da minha reeleição. Eu venho fazendo um bom trabalho em Várzea Grande. Tô fazendo várias entregas. Mesmo com todas as dificuldades, desafios enfrentados na gestão, mas eu sigo em frente”, concluiu.
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