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Esportes Quinta-feira, 15 de Outubro de 2026, 10:00 - A | A

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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2026, 10h:00 - A | A

Números e gráficos mostram como Palmeiras soube sofrer e colocou um pé na final da Libertadores

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O Palmeiras venceu o Fluminense por 2 a 1, na quarta-feira (14), no Maracanã, e deu um passo importante rumo à final da Libertadores. Em uma partida marcada pelo domínio da equipe carioca, o time de Abel Ferreira soube suportar a pressão, aproveitou as oportunidades criadas e construiu uma vantagem importante para o confronto de volta.

Sem Vitor Roque, Abel optou por reforçar o meio-campo e escalou Marlon Freitas, Lucas Evangelista, Andreas Pereira e Jhon Arias, mantendo o esquema com três zagueiros. A estratégia, porém, não impediu que o Fluminense assumisse o controle das ações e pressionasse o adversário durante boa parte do confronto.

A equipe paulista se fechou defensivamente e explorou os espaços deixados pelos cariocas, que tiveram dificuldades para transformar a superioridade na posse de bola em chances claras de gol. Mesmo com menos presença ofensiva, o Palmeiras mostrou eficiência para abrir 2 a 0 no placar e só foi vazado nos acréscimos do segundo tempo.

Os números ajudam a explicar o roteiro da partida. O Fluminense terminou com 70,3% da posse de bola, contra apenas 29,7% do Palmeiras. Os cariocas também finalizaram mais vezes, com 11 tentativas, enquanto os paulistas registraram sete. Apesar disso, a equipe alviverde acertou cinco chutes na direção do gol, contra três do adversário, e foi mais eficiente nas oportunidades que construiu.

A distribuição das finalizações também evidencia a estratégia palmeirense. O Fluminense tentou seis chutes de fora da área e cinco de dentro, enquanto o time paulista registrou apenas uma tentativa de longa distância. Os dados mostram como a equipe de Abel conseguiu dificultar as chegadas do adversário às proximidades de sua meta.

Outro dado que chama a atenção está nos cruzamentos. O Palmeiras realizou apenas um durante toda a partida, justamente o de Piquerez para Flaco López, que terminou no primeiro gol alviverde. Do lado oposto, o rival tentou 25 cruzamentos, mas teve precisão de apenas 24%, encontrando dificuldades para transformar as bolas levantadas na área em oportunidades efetivas.

Na parte defensiva, os paulistas também levaram vantagem nos duelos. A equipe venceu 53,8% das disputas gerais, contra 46,2% do Fluminense. Nos duelos aéreos, a superioridade foi ainda maior: 67,7% a 32,3%. O time de São Paulo também registrou 13 interceptações, diante de apenas duas do adversário.

Assim, mesmo sem controlar a posse de bola e com menos finalizações, o Palmeiras conseguiu impor seu plano de jogo. A equipe conseguiu suportar a pressão e aproveitou as oportunidades que teve para construir uma vantagem que pode ser decisiva na disputa por uma vaga na decisão continental.

Com o resultado, o clube chega ao confronto de volta em situação mais confortável e pode empatar para garantir a classificação à final da Libertadores. Caso perca por um gol de diferença, a decisão será nos pênaltis. Para avançar, os cariocas precisam vencer por dois ou mais gols de vantagem. O duelo decisivo acontece na próxima quarta-feira, 21, às 21h30, no Nubank Parque.

(Com Agência Estado)

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