O empresário Odílio Balbinotti Filho (PL), eleito primeiro suplente ao Senado com o deputado federal José Medeiros (PL) apontou para a possível saída de Ananias Filho da presidência do partido. Balbinotti disse que são "naturais" eventuais mudanças em diretórios após eleições.
No entanto, ele ponderou sobre repensar a estrutura do PL em Mato Grosso neste momento. Para ele, é necessário aguardar o segundo turno, considerando que os filiados concentram esforços para eleger o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência.
"É prematuro, porque precisamos terminar a eleição. Não terminou ainda, nós temos o segundo turno", falou Balbinotti nesta segunda-feira (5).
Balbinotti sinalizou que os candidatos eleitos nas proporcionais e majoritária costumam conversar com a nacional em busca de espaço nas executivas dos partidos. Essa "acomodação", como ele classificou, é um movimento que será respeitado. Após os diálogos dos deputados federais e estaduais eleitos com o presidente Valdemar Costa Neto, os bolsonaristas de MT irão iniciar o diálogo para a composição da nova direção do PL.
"Quem foi eleito vai conversar na nacional e vão se organizar os partidos. Os partidos têm que conversar e se organizar", completou.
Ananias Filho bancou a candidatura ao governo do senador Wellington Fagundes (PL), derrotado pelo governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos). O resultado da disputa ao Paiaguás foi fomentado pela divisão no grupo após a coligação do PL com o MDB, também apoiada por ele, que implicou na 'rebelião de prefeitos' e na debandada de Medeiros do palanque de Wellington.
Os filiados mais antigos enxergam na saída do atual presidente uma oportunidade de oxigenação, reparando o racha no partido.
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