O empresário do ramo de eventos e suplente do senador eleito Mauro Mendes (União Brasil), Elson Ramos (Podemos), lamentou o cancelamento das apresentações da dupla sertaneja Jorge & Mateus nas festas de Réveillon de Fortaleza (CE) e Recife (PE). Os shows foram retirados da programação após a repercussão de um vídeo em que Jorge manifesta apoio a Flávio Bolsonaro (PL) e declara: “Pode chorar, mas eu não voto no PT”. A decisão das prefeituras ocorreu em meio a críticas nas redes sociais ao posicionamento político do cantor.
Ao comentar os cancelamentos, Elson criticou a influência das divergências políticas sobre o setor de entretenimento e defendeu a pacificação do país. “Meus amigos, é tempo de união, é tempo de pacificar esse país. Nós somos um só povo [...] Então eu venho aqui deixar minha solidariedade à dupla, em breve a gente vai se encontrar”, declarou o empresário.
O discurso em defesa da pacificação, entretanto, contrasta com o silêncio de lideranças políticas de direita de Mato Grosso diante de episódios de perseguição política contra trabalhadores e cidadãos que se identificam com a esquerda ou declararam voto no presidente Lula (PT).
Em Lucas do Rio Verde, por exemplo, ameaças de boicotes e demissões a eleitores da esquerda expuseram a intolerância política no ambiente de trabalho. Somente em 2026, o Ministério Público do Trabalho (MPT-MT) recebeu 61 denúncias de assédio eleitoral no estado, sendo 31 registradas nos três dias seguintes ao segundo turno presidencial.
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