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Política Terça-feira, 03 de Novembro de 2026, 16:40 - A | A

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Terça-feira, 03 de Novembro de 2026, 16h:40 - A | A

SEM CERIMÔNIA

Após prisão de Sérgio Ricardo, Waldir Teis toma posse como presidente do TCE-MT

O ato foi no gabinete da Corte de Contas; o conselheiro assume o cargo cinco dias após a prisão de Sérgio Ricardo por suspeita de desvio de dinheiro

CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

Reprodução

waldir teis

O conselheiro Waldir Júlio Teis assumiu, nesta terça-feira (3), a presidência do Tribunal de Contas do (TCE-MT). A posse foi realizada no gabinete da Corte, sem cerimônia, cinco dias após a prisão do então presidente, Sérgio Ricardo, investigado na Operação Tomada de Contas da Polícia Federal e afastado do cargo.

Teis assume o comando do órgão em um momento de crise institucional, com investigações sobre um suposto esquema de pagamentos irregulares envolvendo integrantes do Tribunal. O novo presidente terá como desafio assegurar o funcionamento da instituição e a continuidade das atividades de fiscalização e controle dos recursos públicos.

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Por meio de nota, ele informou que a prioridade da nova gestão será garantir o "andamento dos processos, a fiscalização dos recursos públicos e o cumprimento das atribuições constitucionais da Corte, sem prejuízos à sociedade e aos gestores fiscalizados".

A posse contou com a presença dos conselheiros Antonio Joaquim e Campos Neto, do procurador-geral do Ministério Público de Contas, William Brito Júnior, e dos auditores substitutos de conselheiro Luiz Henrique Lima, Luiz Carlos Pereira e Isaías Lopes da Cunha.

O nome de Waldir Teis também apareceu em informações sobre a investigação divulgadas pela Folha de S.Paulo. Segundo a publicação, a Polícia Federal identificou indícios de que o conselheiro teria recebido aproximadamente R$ 1,5 milhão por meio do esquema investigado. Outros dois integrantes da Corte, Gonçalo Domingos de Campos Neto e Antonio Joaquim, também foram citados, com valores de R$ 3,1 milhões e R$ 2,3 milhões, respectivamente.

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De acordo com as informações divulgadas, a situação dos três conselheiros é considerada pela investigação como limítrofe, e a Polícia Federal aguarda o aprofundamento das apurações para esclarecer eventual participação no esquema. A citação dos nomes não representa condenação ou comprovação de responsabilidade criminal.

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