Reprodução/Assessoria

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, o ex-secretário do Mapa, Irájá Lacerda, e o senador Carlos Fávaro.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, reconheceu que houve falhas na montagem das chapas do partido em Mato Grosso. A avaliação ocorre após a derrota do senador Carlos Fávaro (PSD), que disputou a reeleição, recebeu 411 mil votos, mas o desempenho foi insuficiente para garantir a manutenção do mandato. Além disso, a sigla perdeu sua única cadeira na Câmara dos Deputados, deixando de reeleger o deputado federal Emanuelzinho (PSD). A partir de 2027, o PSD não terá representantes na bancada de Mato Grosso.
Kassab classificou o resultado como ruim e afirmou que a legenda precisa fazer entender quais foram as falhas antes de definir os próximos passos para as eleições de 2028 e 2030.
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"É evidente que, com um resultado ruim assim, teve erros de montagem de chapa, estratégia política. Mas é esperar a poeira assentar para, com muita calma, analisar quais foram os erros para que possam superá-los e ter um resultado melhor", falou Kassab ao Direto ao Ponto da Jovem Pan.
A chapa do PSD também contou com o ex-secretário-executivo do Ministério da Agricultura (Mapa), Irajá Lacerda, e o ex-deputado federal Valtenir Pereira, articulador do governo do presidente Lula (PT) em Brasília.
A derrota de Fávaro abre ainda uma nova discussão sobre o futuro político do senador. Com a vitória de Lula para um quarto mandato presidencial, a relação do PSD com o governo federal ganha importância nas articulações nacionais. Kassab tem buscado manter proximidade com o presidente e trabalha para que o partido ocupe espaços na Esplanada dos Ministérios. Nesse cenário, uma eventual volta de Fávaro ao Ministério da Agricultura passa a ser uma possibilidade a ser considerada.
Kassab também comentou a composição do Senado e a força da bancada do PL, que contará com 28 senadores. Na avaliação dele, a unidade do partido poderá ser diferente em votações sem Flávio Bolsonaro na presidência.
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