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Política Terça-feira, 03 de Novembro de 2026, 09:46 - A | A

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"SITUAÇÃO LIMÍTROFE"

Polícia Federal aponta repasses milionários a mais três conselheiros do TCE-MT

Informações reveladas pela Folha de S. Paulo dão conta de que Waldir Teis, Gonçalo Domingos e Antônio Joaquim também teriam recebido valores oriundos da "folha paralela" da Corte

RAYNNA NICOLAS E ANDRÉ ALVES
Da Redação/Do Local

Reprodução

Antonio Joaquim, Waldir Teis, Gonçalo Domingos

Os conselheiros do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) Waldir Teis, Gonçalo Domingos de Campos Neto e Antônio Joaquim também foram beneficiados pela denominada "folha paralela", descoberta no âmbito da Operação Tomada de Contas, que culminou na prisão do então presidente da Corte, Sérgio Ricardo. De acordo com a Polícia Federal, a situação dos três conselheiros que não foram atingidos pela operação é considerada "limítrofe". As informações foram publicadas pela Folha de S. Paulo. 

De acordo com a reportagem, a Polícia Federal aguarda o aprofundamento das investigações para esclarecer a participação do trio no esquema. Waldir Teis teria recebido R$ 1,5 milhão; a Gonçalo Domingos teriam sido repassados R$ 3,1 milhões e Antônio Joaquim teria recebido R$ 2,3 milhões. 

Os sete conselheiros, incluindo os quatro afastados, sendo eles Sérgio Ricardo, Guilherme Maluf, Alisson Alencar e José Carlos Novelli, receberam oficialmente R$ 2,2 milhões, de acordo com o Portal da Transparência do TCE, mas a PF aponta pagamentos paralelos na ordem de R$ 48,5 milhões em recursos públicos. O dinheiro, segundo as investigações, teriam saído do canal de pagamento a fornecedores e de ordens avulsas do tribunal. 

As investigações tiveram início a partir de uma denúncia anônima que apontava a cobrança de propina para liberação dos pagamentos de fornecedores. Na quinta, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva, incluindo o de Sérgio Ricardo, 26 ordens de busca e apreensão, medidas de afastamento de sigilo e bloqueio de bens. 

Na quinta-feira, dia da operação, o TCE-MT emitiu nota afirmando que adotaria todas as medidas necessárias para cumprir as determinações da Justiça. A defesa de Sérgio Ricardo também se manifestou à Folha, afirmando que considera a prisão como ilegal.

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