O deputado estadual reeleito Carlos Avallone (PSDB) afirmou que a reforma administrativa preparada pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que poderá resultar na fusão de secretarias e na redução da estrutura do Executivo estadual, não terá aprovação automática na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Mesmo integrando a base governista, o parlamentar avisou que analisará as mudanças individualmente e lembrou que o Legislativo já modificou uma proposta semelhante apresentada pelo ex-governador e senador eleito Mauro Mendes (União Brasil).
Avallone revelou que já conversou com Pivetta sobre a reforma e que o governador sinalizou a possibilidade de unificar pastas para reduzir o tamanho da máquina pública. Segundo o deputado, a medida ainda está em discussão e deverá ser encaminhada à Assembleia após a conclusão dos estudos técnicos.
“O Pivetta já conversou comigo que vem uma reforma administrativa. Ele já deu entrevista para vocês dizendo que essa reforma era para enxugar o tamanho do Estado. Então, deve vir a possibilidade de junção de secretaria”, afirmou.
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Apesar de reconhecer a intenção do governo de reduzir despesas, o parlamentar ressaltou que a Assembleia tem autonomia para alterar ou rejeitar pontos da proposta. Como exemplo, citou a reforma administrativa encaminhada por Mauro Mendes no início de sua gestão, em 2019, quando os deputados discutiram mudanças na estrutura estadual e impediram parte das extinções inicialmente pretendidas pelo Executivo.
“Eu quero lembrar a vocês todos que o Mauro Mendes fez isso no começo do governo. Ele mandou para cá uma reforma administrativa e veio para cancelar ou terminar com seis autarquias. E a Assembleia não concordou e retirou três [...] Então, não significa que o que vier do governo será aprovado. Significa que haverá uma discussão sobre isso”, declarou.
Avallone ainda destacou que integrar a base governista não significa concordar com todas as propostas encaminhadas pelo Executivo, já que seu posicionamento varia conforme o conteúdo de cada matéria.
O deputado também afirmou que recebeu informações de que o governo poderia ter reconsiderado a necessidade de algumas mudanças, mas ressaltou que ainda não conversou com o Procurador do Estado, Rogério Gallo, responsável pela elaboração dos estudos sobre a reorganização administrativa.
“O deputado Avallone está na base, mas eu vou analisar a reforma individualmente. Eu já ouvi, inclusive, dizendo que chegaram à conclusão que não precisam fazer isso. Mas eu não tenho certeza porque eu não conversei com o Gallo, que é quem está gerenciando isso”, pontuou.
Mesmo diante das ressalvas, Avallone avaliou que Pivetta está cumprindo um compromisso assumido durante a campanha eleitoral, quando defendeu a redução do tamanho do Estado.
“Quem votou no Otaviano Pivetta, sabia que ele ia tentar diminuir o tamanho do Estado, porque ele falou isso o tempo inteiro. Então, é natural. Ele está cumprindo uma promessa de campanha dele. E ele vai mandar para casa. E nós vamos aqui analisar. E tenho certeza que muitas das coisas que vão ser propostas serão atendidas”, concluiu.
A proposta ainda depende da conclusão dos estudos conduzidos pelo Executivo e de seu eventual encaminhamento à Assembleia Legislativa. Até lá, a possibilidade de fusão de secretarias permanece em discussão, sem definição sobre quais órgãos serão atingidos ou quais mudanças terão apoio suficiente para aprovação.
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