Reprodução/Instagram

O ex-deputado Federal Jean Willys, à direita o apresentador João Gordo e em destaque o presidente Lula (PT) com o jornalista João Moreno.
O ex-deputado federal, Jean Wyllys (PSOL -RJ), citou o jornalista cuiabano Jorge Moreno Bastos como uma figura que conseguia reunir pessoas da direita, do centro e da esquerda, contribuindo para um cenário em que os parlamentares eram apenas adversários e não inimigos. Wyllys afirmou sentir saudade dessa fase ao criticar a escalada da violência no segundo turno com a disputa entre o presidente reeleito Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
De acordo com Jean Wyllys, Jorge Moreno, que tinha raízes no PCdoB, conseguia ser aceito por alas diferentes no Congresso, além de manter boa relação com artistas e demais colegas da imprensa.
"Eu tenho saudade desse tempo, porque a gente entrou num mundo horrível, em que não se tem mais adversários, se tem agora inimigos", falou o ex-deputado em entrevista ao podcast de João Gordo.
Wyllys recordou um dos momentos em que o cuiabano exerceu esse papel de interlocutor, unindo no mesmo endereço a esquerda e direita, ao ofertar sua casa em Brasília para a festa de aniversário da ex-deputada Manuela D’Ávila.
"Quando eu cheguei lá, toda a fauna estava lá. Direita, centro, esquerda. Todos os jornalistas, a Eliane Cantanhêde junto. Imagina, a Eliane Cantanhêde no aniversário de Manuela D’Ávila", lembrou Jean Wyllys.
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QUEM FOI JORGE MORENO
Jorge Bastos Moreno, nasceu em Cuiabá na década de 50. Jornalista político formado pela Universidade de Brasília (UnB), ele iniciou a carreira no Jornal de Brasília. Mas foi sua atuação por cerca de 35 anos no jornal O Globo que o fez ser destaque nacional pela cobertura dos bastidores dos Poderes em Brasília.
Moreno registrou a redemocratização, a eleição de Tancredo Neves e o impeachment de Fernando Collor. Ele recebeu o Prêmio Esso de Informação Econômica, em 1999, e escreveu livros sobre Ulysses Guimarães e Dilma Rousseff. O jornalista morreu em 14 de junho de 2017, aos 63 anos.
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