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Política Terça-feira, 03 de Novembro de 2026, 16:32 - A | A

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Terça-feira, 03 de Novembro de 2026, 16h:32 - A | A

"ÁGUAS PASSADAS"

Lemes diz que foi procurado por Jefferson para evitar processo de cassação

O vereador afirma que Siqueira se retratou após pressão para que renunciasse por divergências políticas

CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

Donatto Aquino/Câmara de Cuiabá

Antônio Lemes

O vereador por Cuiabá, Antônio Lemes (PSD), afirmou que Jefferson Siqueira (PSD) o procurou para conversar e se retratar após o episódio envolvendo o pedido de renúncia da Câmara. O desentendimento, que chegou a levantar a possibilidade de uma apuração por quebra de decoro parlamentar, foi considerado superado por como "águas passadas". Ele disse que não vai ingressar com pedido de cassação contra Jeferson. 

"Como eu sou o responsável por acionar na Comissão de Ética essas coisas, eu não vou fazer isso. A gente vai finalizar os 30 dias e vida que segue", falou o vereador nesta terça-feira (3).

LEIA MAIS: Paula Calil mantém Antônio Lemes no mandato até fim da licença de Jefferson

Apesar de correligionários, Lemes e Jeferson romperam após o suplente direcionar o voto à Mesa Diretora para a reeleição da atual presidente Paula Calil (PL), divergindo de Jeferson que estava no grupo do presidente eleito Ilde Taques (Podemos). Lemes também sinalizou apoio a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência da República, contrariando novamente a orientação do partido que trabalhou pela reeleição do presidente Lula (PT).

Além disso, o vereador usou a tribuna da Câmara para afirmar que apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nos dois últimos pleitos e continuaria ao lado do PL. 

Após as declarações, Jeferson pressionou Lemes a renunciar. O vereador assinou uma carta pedindo para deixar a Câmara, mas depois voltou atrás e denunciou Jeferson. 

"Foi ordem dele, foi feito pelos assessores, mas foi ordem do Jefferson. Mas isso aí são águas passadas e agora a gente segue junto na caminhada", falou Lemes. 

A situação exigiu a interferência da Procuradoria da Câmara que suspendeu o documento e reintegrou Lemes ao plenário. Ele fica na cadeira de vereador por mais duas semanas, até 17 de novembro, quando acaba o período de licença de Jeferson.

Apesar da reconciliação, Lemes afirmou que pretende manter sua atuação nesta reta final permanecendo na base do prefeito Abilio Brunini (PL). Jeferson está na ala da oposição. 

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