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Justiça Quinta-feira, 05 de Novembro de 2026, 17:05 - A | A

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Quinta-feira, 05 de Novembro de 2026, 17h:05 - A | A

DECISÃO UNÂNIME

Segunda Câmara rejeita tentativa da defesa de anular júri de Carlinhos Bezerra

Tribunal de Justiça entendeu que decisões contrárias aos interesses do réu não comprovam parcialidade da juíza responsável pelo processo

CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

Reprodução

Carlinhos

A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJMT) rejeitou, por unanimidade, a tentativa da defesa de Carlos Alberto Gomes Bezerra, o Carlinhos Bezerra, de afastar a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira da condução do processo em que ele responde por duplo homicídio. O colegiado entendeu que não foram apresentados elementos concretos capazes de comprovar a parcialidade de Mônica.

A defesa apresentou uma exceção de suspeição, alegando que a juíza teria adotado uma postura tendenciosa. Entre os argumentos, apontou decisões desfavoráveis ao réu, o indeferimento de questionamentos sobre a cadeia de custódia de provas digitais e uma suposta manifestação antecipada da juíza sobre a suficiência das provas para sustentar uma condenação.

Os advogados também questionaram a disponibilização tardia de processos relacionados ao caso e a determinação de envio de cópias ao Tribunal de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), após a retirada dos defensores do plenário.

Ao analisar o pedido, o relator, desembargador convocado Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, destacou que as hipóteses de suspeição estão previstas de forma taxativa no artigo 254 do Código de Processo Penal. Segundo o entendimento apresentado no voto, decisões contrárias aos interesses da defesa.

O relator avaliou que o descontentamento com decisões judiciais não é suficiente para demonstrar falta de imparcialidade. Para o reconhecimento da suspeição, seria necessária a apresentação de elementos concretos que indicassem, por exemplo, inimizade ou interesse pessoal de Mônica no resultado do processo.

O colegiado acompanhou o voto do relator e rejeitou a exceção de suspeição. A Câmara também declarou prejudicado o pedido de suspensão da sessão do Tribunal do Júri, uma vez que o julgamento já havia sido realizado.

Carlinhos Bezerra responde pela morte de Thays Machado e Willian César Moreno. Ele é acusado de homicídio qualificado contra as duas vítimas, com imputações que incluem motivo torpe e recurso que dificultou a defesa. No caso de Thays, também há a qualificadora de feminicídio.

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