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Justiça Quarta-feira, 04 de Novembro de 2026, 11:34 - A | A

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Quarta-feira, 04 de Novembro de 2026, 11h:34 - A | A

13 ANOS DE PRISÃO

MPMT pede que jornalistas condenados por extorsão iniciem cumprimento de pena

Com recursos esgotados, o Ministério Público solicitou a emissão das guias de execução para dar início às penas impostas em um dos casos mais emblemáticos envolvendo chantagem contra figuras públicas em Mato Grosso.

DA REDAÇÃO

Reprodução

Ministério Público de Mato Grosso (MPMT)

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) pediu que os jornalistas Antônio Carlos Milas de Oliveira e Maykon Feitosa Milas iniciem o cumprimento das penas de 13 anos e 8 meses de reclusão para cada um, após o trânsito em julgado das condenações. O pedido foi apresentado pelo promotor Carlos Roberto Zarour, da 18ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá.

Na manifestação, o promotor requer a expedição das guias definitivas de execução penal, documento necessário para dar início à execução das penas impostas pela Justiça. As condenações foram mantidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro deste ano, e não cabem mais recursos capazes de alterar o resultado da ação.

“Quanto aos sentenciados Antônio Carlos Milas de Oliveira e Maykon Feitosa Milas, considerando o trânsito em julgado da condenação, o Ministério Público requer o regular prosseguimento das providências executórias, com a expedição das respectivas guias definitivas de execução penal”, afirmou o promotor.

O processo também envolve Max Feitosa Milas, que morreu em maio deste ano. Em relação a ele, o Ministério Público pediu que seja declarada extinta a punibilidade.

Esquema
Antônio Carlos Milas, proprietário do Grupo Milas de Comunicação, e os filhos Maykon e Max foram condenados em um caso de extorsão que envolvia o uso de dados fiscais sigilosos obtidos ilegalmente para pressionar políticos e empresários de alto poder aquisitivo em Cuiabá. Eles tinham sido alvos da Operação Liberdade de Extorsão, deflagrada em março de 2016.

Conforme as acusações, o grupo exigia valores entre R$ 100 mil e R$ 300 mil para evitar a publicação de reportagens consideradas difamatórias ou a divulgação de informações fiscais nos veículos de comunicação da família.

Entre as pessoas apontadas como vítimas da atuação do grupo estão os ex-governadores de Mato Grosso Silval Barbosa e Mauro Mendes, que era prefeito de Cuiabá à época dos fatos. Também aparecem entre os citados o ex-secretário estadual Pedro Nadaf e o empresário Willians Paulo Mischur.

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