O vereador Felipe Corrêa (Cidadania) tomou posse nesta quinta-feira (12) após o afastamento judicial de Chico 2000 (sem partido). Em seu retorno, o parlamentar criticou a forma como a Câmara tem lidado com a denúncia de assédio sexual, envolvendo o ex-secretário Willian Leite.
O parlamentar comentou a estratégia de parlamentares que defendiam a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso.
Para explicar o seu ponto, Felipe ainda criticou diretamente o colega, Daniel Monteiro (Republicanos), proponente da CPI contra Leite.
“Então, o Daniel estaria sendo extremamente antiético como advogado, se ele pegasse a cliente dele, numa situação de assédio sexual, e expusesse ela publicamente.”, afirmou.
O vereador questionou se os colegas parlamentares têm o "tato" e o preparo psicológico necessário para inquirir uma vítima de violência sexual sem atacá-la ou expô-la indevidamente.
"A CPI é um trabalho de investigação. Nossos parlamentares têm a preparação dos profissionais das delegacias da mulher? Se não tiverem, corremos o risco de ver uma exposição indevida da vítima no plenário", concluiu defendendo o seu ponto de vista.
COMISSÃO ESPECIAL
Apesar das críticas contundentes de Corrêa, a CPI não é mais uma questão, ao menos por enquanto, na Câmara de Cuiabá.
No lugar da CPI, a vereadora Dra. Mara (Pode) propôs uma Comissão Especial, que foi aprovada em plenário. E apesar de ser defendida pela base governista, com a justificativa de proteção à vítima.
A oposição destaca que uma Comissão Especial, diferente de uma CPI, não tem o poder de convocação ou de quebra de sigilos, por exemplo.
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