Segundo ele, colocar forças no terreno neste momento significaria "assumir o risco de escalada" e não há consenso entre aliados para tal medida.
Para o presidente francês, a prioridade nas próximas semanas deve ser "reengajar" os Estados Unidos em uma estratégia comum.
Ele defendeu a convergência com Washington para ampliar sanções, inclusive contra a chamada "frota-sombra" russa, já apontada por ele como alvo durante o discurso, e reforçar a pressão econômica sobre Moscou antes de qualquer negociação de curto prazo.
Macron também afirmou que a discussão sobre a arquitetura de segurança europeia precisa avançar paralelamente.
Ele confirmou estar em diálogo com o chanceler alemão, Friedrich Merz, e outros líderes da Europa sobre a articulação das capacidades nucleares do continente. Segundo o francês, é necessário integrar a dissuasão nuclear a uma abordagem "holística" de defesa e segurança europeias, diante do fim de tratados herdados da Guerra Fria.
Qualquer diálogo futuro com a Rússia, acrescentou Macron, exigirá que a Europa esteja em posição de força e com suas próprias capacidades claramente definidas.
(Com Agência Estado)
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