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Cidades Sexta-feira, 03 de Abril de 2026, 10:38 - A | A

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Sexta-feira, 03 de Abril de 2026, 10h:38 - A | A

"VEM ACONTECENDO HÁ MESES"

Enfermeira denuncia assédio sexual em Sorriso e diz que foi demitida após recusar coordenador

Profissional relata chantagem, ameaças e contato físico; coordenador nega as acusações? Caso é investigado pela Polícia Civil

DA REDAÇÃO

Uma enfermeira de 39 anos, demitida após recusar investidas do coordenador da unidade de saúde onde trabalhava em Sorriso (420 km de Cuiabá), registrou denúncia formal por suposto assédio sexual na Polícia Civil. O caso veio a público nesta quinta-feira (2), quando a profissional, identificada como Tânia Barbosa, convocou a imprensa para relatar os episódios.

De acordo com o depoimento da enfermeira, os comportamentos inadequados teriam começado há cerca de quatro meses, sempre durante os plantões, e se intensificado com o tempo. "Já vem uns dias acontecendo, na verdade nem dias, eu posso falar meses, vem acontecendo esse assédio sexual no meu trabalho pelo meu coordenador de enfermagem", disse.

Segundo Tânia, o coordenador utilizava a relação de trabalho para pressioná-la. "Ele sempre falava pra mim que, se eu não ficasse com ele, ele ia pedir minha demissão", detalhou. Ela relatou ainda que, no início da semana, a situação teria evoluído para contato físico. "Ele passou perto de mim, passou a mão na minha bunda, no meu corpo e tocou no meu corpo. E falou assim: 'se você não ficar comigo, eu te dou as contas'", afirmou.

A profissional declarou que nunca cedeu às investidas, mas que convivia com o medo constante de perder o emprego. "Eu ficava com aquele medo, aquele receio... eu falava que a qualquer momento ele ia me mandar embora", contou. Ela também mencionou que outras mulheres poderiam ter passado por situações semelhantes, mas que optaram pelo silêncio. "Não só comigo, mas com outras mulheres também já aconteceu. Só que a gente tem medo de perder o serviço", destacou.

A demissão ocorreu logo depois da recusa. "Eu fui demitida. Quando eu cheguei lá, falaram que eu não fazia mais parte da empresa. Eu perguntei o motivo, e disseram que só tinham recebido um ofício do meu coordenador pedindo meu desligamento", afirmou. A enfermeira disse ainda que, ao mencionar que faria a denúncia, o suspeito teria afirmado que "não daria em nada".

Emocionada durante a coletiva, Tânia declarou: "Não sei se é porque eu tô muito frágil, tô muito abalada. Não sei nem o que falar mais". Apesar do abalo, ela disse que pretende levar o caso até o fim. "Atrás de mim existem outras mulheres também", finalizou.

A profissional informou que solicitou medida protetiva por temer represálias e que foi acolhida pela Secretaria Municipal da Mulher. Ela também procurou a Prefeitura de Sorriso e afirmou ter recebido apoio do secretário de Governo, além de orientação para registrar a denúncia na Polícia Civil e na ouvidoria. "Eles abraçaram a causa comigo e falaram que isso não pode acontecer e que não vão permitir", relatou.

Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Saúde de Sorriso declarou que aguarda a investigação e o levantamento dos fatos por parte da Justiça para adotar as providências necessárias. "A pasta se coloca à inteira disposição da Justiça. Após a conclusão do trabalho da Justiça serão tomadas as medidas cabíveis", diz o texto. A secretaria informou ainda que segue acompanhando o caso e ofertando suporte à enfermeira.

A Polícia Civil será responsável pelas investigações. A Prefeitura de Sorriso também já se manifestou oficialmente sobre o episódio.

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