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Polícia Sexta-feira, 27 de Março de 2026, 11:40 - A | A

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Sexta-feira, 27 de Março de 2026, 11h:40 - A | A

CASO ESTEFANY

Cunhada confessa que roupa usada para enforcar jovem era dela e admite ter seguido marido

Mariane Mara, esposa do principal suspeito, admitiu à Polícia Civil que seguiu Marcos Pereira em um transporte por aplicativo e que a peça de roupa no corpo da vítima era sua

RAYNNA NICOLAS
Da Redação

Mariane Mara da Silva admitiu que era dela a peça de roupa que estava enrolada no pescoço de Estefany Pereira Soares, encontrada morta no dia 11 de março num córrego no bairro Três Barras, em Cuiabá. Mariane era companheira de Marcos Pereira Soares, irmão de Estefany, preso como principal suspeito do crime. Mariane Mara foi presa nesta quinta-feira (26) depois que a Polícia Civil encontrou indícios de que ela também tenha participado do homicídio. 

Além de admitir que era dela a peça de roupa encontrada no corpo, Mariane também se desmentiu em duas ocasiões. Primeiramente, a suspeita reconheceu que, cerca quatro dias antes da localização do cadáver, conversou com a vítima pelo telefone, ocasião em que teria ofendido Estefany, chamando-a de "vagabunda". 

Depois, admitiu também que seguiu Marcos no dia do crime, utilizando um transporte de aplicativo. As informações vieram à tona após a efetivação da prisão, realização da acareação entre os depoimentos de Mariane e Marcos e apreensão do aparelho celular da investigada.

Diante dos novos elementos, a delegada Jessica Cristina da Silva, responsável pela investigação no âmbito da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) representou pela manutenção da prisão de Mariane Mara. 

O CASO

Estefany foi encontrada morta na noite do dia 11 de março num córrego aos fundos da residência da família dela, no bairro Três Barras, em Cuiabá. Ela havia sido vista pela última vez na companhia do irmão, Marcos, que foi até a casa da vítima e conseguiu atraí-la para deixar a residência com ele. 

Conforme as análises preliminares, as autoridades encontraram indícios de tortura e violência sexual no corpo. Marcos foi preso horas depois que o cadáver foi encontrado, já na região do CPA. 

Depois de preso, ele atentou contra a própria vida duas vezes, mas foi transferido em segurança a uma cela isolada na Penitenciária Central do Estado (PCE). 

Mariane Mara, por sua vez, foi presa 15 dias depois, nesta quinta-feira (26), conforme o avanço das investigações e está à disposição da Justiça.  

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