A vereadora de Várzea Grande, Rosy Prado (União Brasil), disse que se arrependeu de ter elevado o tom na sessão dessa terça-feira (19) com Gisa Barros (Podemos), protagonizando um bate-boca na Câmara. Após deixar o plenário, a vereadora falou que "não deveria ter caído na pilha" da colega. Rosy também ressaltou que não acusou Gisa diretamente de integrar uma "quadrilha" e criticou a colega de Parlamento, afirmando que a rusga entre as duas é mais um episódio de perseguição política.
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"Talvez eu tenha errado de cair na pilha dela porque eu não posso me igualar. Nossa diferença é muito grande. Eu tenho meu trabalho, minha história e continuo de cabeça erguida. O que eu gostaria mesmo é que ela esquecesse que eu existo, porque eu não fico falando dela e nem vivo pensando nela", falou a vereadora.
Rosy detalhou que a relação com Gisa é marcada por divergências desde o primeiro mandato. Mas o relacionamento que já era delicado, foi agravado com a mensagem de Rosy em grupo de WhatsApp associando os 12 vereadores que votaram pela reeleição do presidente Wanderley Cerqueira (MDB) a formação de organização criminosa.
Gisa ingressou com uma representação na Comissão de Ética contra Rosy, pedindo a cassação da colega por quebra de decoro. A vereadora também prometeu registrar um boletim de ocorrência.
Por sua vez, Rosy pontuou que Gisa não viu a mensagem, sendo informada por terceiros, o que retirou parte do contexto do conteúdo.
"Não fui eu quem falou isso diretamente para ela. O que existe é uma perseguição antiga. Desde o nosso primeiro mandato ela vive jogando indiretas, atacando pessoas ligadas ao meu gabinete e tentando me atingir politicamente. Eu sinceramente não sei qual é o problema que ela tem comigo, porque da minha parte nunca houve problema pessoal”, declarou Rosy.
INVESTIGAÇÃO DO GAECO
Antes da votação da mesa diretora realizada na última semana, o grupo dos 12 passou o dia 13 de maio confinado em chacará do vereador Dr. Miguel Junior (Cidadania), no Distrito da Guia, em Cuiabá.
Após o encontro, o grupo foi denunciado ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Os parlamentares são investigados por ameaças, extorsão, chantagem, corrupção e cárcere privado para garantir os votos que implicaram na reeleição de Wanderley.
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