O vereador Kleberton Feitoza Eustaquio (PSB) denunciou a vereadora Rosy Prado (UB), acusando-a de utilizar o cargo parlamentar para alterar a ordem de atendimentos na saúde pública de Várzea Grande. De acordo com o documento, a parlamentar supostamente teria obtido privilégios em exames complexos, enquanto a população local aguarda por procedimentos semelhantes.
A denúncia, que aponta o uso indevido do Sistema de Regulação (SISREG), foi encaminhada simultaneamente à Polícia Federal (PF), ao Ministério Público Federal (MPF), ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e à presidência da Câmara Municipal.
Entre os episódios citados na representação, destaca-se a realização de uma tomografia de crânio no mesmo dia da solicitação, em abril de 2022, e a marcação de três ressonâncias magnéticas em um intervalo de dez dias, em junho do mesmo ano.
A denúncia também menciona uma endoscopia digestiva realizada em seis dias, em abril de 2025, e uma consulta oftalmológica agendada via "reserva técnica", prática que, segundo o representante, desvia a finalidade pública para favorecimento político.
A representação defende a competência da Polícia Federal e do MPF para o caso, sob o argumento de que o SUS conta com financiamento da União e o SISREG é um sistema federal. A conduta é tipificada como possível crime de inserção de dados falsos em sistema de informações, além de prevaricação e improbidade administrativa por violação aos princípios da impessoalidade e moralidade.
O vereador solicitou a perda do mandato de Rosy Prado por quebra de decoro, a instauração de inquérito criminal e a fiscalização operacional do uso das reservas técnicas na Secretaria de Saúde do município.
OUTRO LADO
A acusação de "furar a fila" do SUS já havia sido antecipada por Rosy Prado como parte de um embate político entre os dois parlamentares. Em pronunciamentos anteriores na tribuna, a vereadora negou irregularidades e afirmou ser vítima de violência política de gênero. Ela alega que Kleberton Feitoza enviou áudios com conteúdo calunioso e ofensas a seus familiares, buscando desqualificar sua imagem como mulher e mãe.
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A defesa da parlamentar sustenta que os ataques visam intimidar seu exercício parlamentar e que já articula representações contra Feitoza na Comissão de Ética e no Ministério Público por crimes contra a honra. Enquanto o vereador pede a preservação imediata dos logs de acesso ao sistema de saúde para comprovar as irregularidades, Rosy Prado reitera que levará a denúncia de violência política "até as últimas consequências".
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