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Política Quarta-feira, 20 de Maio de 2026, 16:47 - A | A

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Quarta-feira, 20 de Maio de 2026, 16h:47 - A | A

COMPETÊNCIA INTERNA

Max Russi anuncia que ALMT vai recorrer de decisão que proibiu voto secreto

Presidente da Casa de Leis afirma que decisão do desembargador será cumprida imediatamente, mas defende independência do regimento interno do parlamento

BIANCA MORTELARO
Da redação

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), anunciou que o Poder Legislativo irá recorrer da decisão do Tribunal de Justiça (TJMT) que declarou a inconstitucionalidade do voto secreto para a apreciação de vetos governamentais. Russi afirmou que, embora a Casa pretenda buscar todos os recursos jurídicos cabíveis por meio de sua Procuradoria, a decisão judicial será respeitada e cumprida integralmente enquanto a discussão tramitar nas instâncias superiores.

"Vai recorrer. Decisão judicial a gente não discute, a gente cumpre. Agora a gente vai buscar todos os meios, todos os recursos e seguir nessa discussão", declarou Russi, pontuando que o papel do Tribunal é julgar e que a decisão final da Justiça prevalecerá sobre as opiniões individuais dos deputados.

LEIA MAIS: TJ proíbe voto secreto na Assembleia para derrubar vetos do governador 

O parlamentar ressaltou que a Assembleia possui mecanismos internos para deliberar sobre seu regimento e sobre a Constituição Estadual, defendendo a legitimidade das normas vigentes na Casa antes da intervenção judicial.

“A gente tem formas de alterar a nossa Constituição, o nosso regimento, através da votação aqui dentro. Existe algo aprovado, está se discutindo isso e vamos fazer os recursos que cabem à nossa Procuradoria. A Procuradoria vai fazer isso. No final, a decisão que vier da justiça, a gente vai cumprir”, afirmou o deputado, em coletiva nesta quarta-feira (20).

A controvérsia jurídica foi motivada por um mandado de segurança do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinjusmat), que questionou a manutenção, via voto secreto, de um veto do Executivo ao reajuste salarial da categoria em dezembro de 2025. O relator do processo no TJMT, desembargador Márcio Vidal, acatou o pedido do sindicato, argumentando que o Legislativo estadual deve seguir o Princípio da Simetria Constitucional, adotando o voto aberto como ocorre na Constituição Federal.

Anteriormente, a presidência da ALMT havia argumentado que o Judiciário não poderia intervir em matérias de competência interna do Legislativo por meio de mandado de segurança contra lei. No entanto, Vidal desconsiderou a tese, afirmando que o Judiciário não invade a esfera política, mas cumpre sua função de garantir a transparência e a validade das normas diante da Constituição.

Com o anúncio do recurso, a Procuradoria da Assembleia deve agora formalizar as peças jurídicas para tentar reverter a proibição e manter a prerrogativa do voto fechado em casos específicos de vetos.

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