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Política Quarta-feira, 20 de Maio de 2026, 15:01 - A | A

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Quarta-feira, 20 de Maio de 2026, 15h:01 - A | A

CRIMES CIBERNÉTICOS

Max Russi reage após ser alvo de grupo criminoso: “internet não é território livre”

Alvo de conteúdos vexatórios criados por IA, presidente da Assembleia Legislativa parabeniza DRCI e avisa que acionará a polícia contra qualquer ataque à sua imagem

BIANCA MORTELARO
Da redação

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), manifestou-se publicamente sobre os ataques sistemáticos e conteúdos ofensivos dos quais foi vítima, após a deflagração da Operação Stop Hate pela Polícia Civil nesta quarta-feira (20). Russi, que figura ao lado de outras autoridades como vítima de um grupo investigado por crimes cibernéticos, enfatizou que as plataformas digitais não devem ser interpretadas como espaços de impunidade e que buscou a Justiça para garantir seus direitos.

LEIA MAIS: Grupo investigado por crimes digitais tem presidente da AL e prefeito de Rondonópolis entre vítimas

O parlamentar afirmou ter sido alvo de acusações sem provas e ataques direcionados ao seu mandato, o que o levou a formalizar denúncias e prestar depoimentos.

“A internet, as redes sociais, não são um território livre para você falar o que quiser de quem você quiser falar”, declarou Russi.

O deputado parabenizou a atuação do Judiciário no caso, destacando que sua reação foi uma resposta direta à sensação de agressão sofrida: “Eu simplesmente procurei o meu direito, fiz a denúncia, dei o depoimento porque eu me senti agredido”.

Russi ressaltou a importância de preservar sua trajetória pessoal e familiar, mencionando o impacto emocional que tais ataques podem causar em seus filhos e netos. O deputado reiterou que não aceitará tentativas de prejuízo à sua imagem por mera intenção de terceiros ou a mando de grupos externos. “Toda vez que acontecer isso, eu vou procurar o meu direito”, assegurou o presidente da Casa de Leis.

A investigação que motivou as declarações do deputado é conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) e apura crimes de injúria, perseguição, calúnia e difamação. Além de Russi, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), e secretários municipais também foram identificados como alvos do grupo.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e em uma empresa suspeita, resultando na coleta de computadores e celulares que passarão por perícia técnica. A polícia identificou ainda o uso de inteligência artificial para criar conteúdos vexatórios contra as vítimas.

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