A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), rejeitou a ideia de que o presidente da Câmara Municipal, o vereador Wanderley Cerqueira (MDB), possa assumir o Paço Couto Magalhães. Desde o dia 31 de março, Flávia está com a cadeira de vice-prefeito vaga com a renuncia de Tião da Zaeli (PL). Segundo a legislação, sem o vice, quem assume o cargo na ausência da prefeita é o presidente do Legislativo.
“Vamos esclarecer à população: o cargo de vice prefeito está na vacância. O Wanderley não assume nenhuma vice-prefeitura de forma alguma. A não ser que eu morra”, disparou Moretti à imprensa nesta quinta-feira (2).
Moretti e Wanderley vivem embates desde os primeiros dias de gestão. A prefeita era contrária à candidatura de Wanderley à Mesa Diretora da Câmara. Flávia chegou a participar ativamente de articulações para impedir que Cerqueira fosse o presidente, mas não foi bem sucedida.
A relação com a Câmara é um dos principais gargalos de Moretti, que chegou a ser alvo de pedido de cassação devido ao uso do slogan da gestão em uniformes da rede municipal de ensino.
Mais recentemente, Wanderley protagonizou a polêmica do “leitear”, quando, no plenário, afirmou que o líder de Moretti na Câmara, Bruno Rios (PL), queria “leitear a prefeita”.
A declaração foi vista como ambígua e ofensiva. Parlamentares, instituições e partidos chegaram a se manifestar a favor da prefeita. Wanderley, por sua vez, explicou que fez uso da linguagem regional. No “cuiabanês”, o termo significa “puxar o saco” de alguém.
O PL chegou a pedir a abertura de processo contra Wanderley, o que poderia culminar na cassação do parlamentar. Mas o pedido foi rejeitado por maioria na Câmara, também no dia 31 de março.
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