Nas eleições de 2026, as fake news continuarão a ser um tópico sensível. No entanto, segundo o advogado especialista em direito eleitoral Hélio Ramos, a inteligência artificial tende a agravar ainda mais o cenário, dificultando o trabalho da Justiça Eleitoral com a disseminação de deepfakes - vídeos e áudios manipulados por aplicativos capazes de imitar voz e aparência de candidatos para enganar eleitores. Hélio aponta que esse "jogo" demandará uma atuação incisiva do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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"É uma preocupação da Justiça Eleitoral e do nosso âmbito aqui, do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, essa questão das fake news baseadas em inteligência artificial", falou o advogado ao HNT TV Entrevista.
É uma preocupação da Justiça Eleitoral
Hélio explica que a utilização de ferramentas de inteligência artificial tem potencial para ampliar o alcance da desinformação durante o período eleitoral. Conforme ele, aplicativos cada vez mais acessíveis permitem criar vídeos e áudios falsos que simulam pronunciamentos de candidatos, o que pode induzir eleitores ao erro e interferir no debate público.
Diante desse cenário, o advogado avalia que a Justiça Eleitoral deve intensificar o monitoramento das redes sociais e endurecer as punições contra responsáveis pela disseminação de conteúdos falsos. A tendência, segundo ele, é que decisões judiciais sejam mais rápidas para evitar que materiais manipulados circulem por longos períodos durante a campanha.
Para Hélio Ramos, o desafio será equilibrar o combate à desinformação com a garantia da liberdade de expressão. Ainda assim, ele reforça que a propagação de conteúdos falsos, especialmente quando produzidos com o uso de inteligência artificial para manipular a imagem ou a voz de candidatos, poderá ser alvo de sanções e punições mais severas no processo eleitoral.
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