O escândalo do “mensalinho” na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), no qual o ex-prefeito de Cuiabá e ex-deputado estadual Emanuel Pinheiro (PSD), ficou conhecido pelo infame apelido de “paletó”, virou tema de abertura do portal ICL.
As imagens de um dos envoldidos no escândalo, que teve o rosto preservado na propaganda, foram utilizadas como exemplo de corrupção, na plataforma liderada pelo economista Eduardo Moreira.
O ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PSD), guardando maços de dinheiro nos bolsos de seu paletó, é o episódio mais notável do escândalo do qual o trecho, a imagem inserida na propaganda, foi 'pinçada'.
O vídeo, que se tornou um "meme" político e judicial, foi entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 2017 como parte da delação premiada do ex-governador Silval Barbosa.
Na época, Silval revelou um esquema de pagamento de propina a deputados estaduais em troca de apoio político e aprovação de contas do governo entre 2011 e 2014. Diferente de outros parlamentares que utilizaram pastas ou caixas, a cena de Pinheiro tentando acomodar o dinheiro nos bolsos do vestuário foi o que imortalizou o apelido que o persegue desde então.
Apesar da ampla divulgação das imagens, o cenário jurídico mudou em 2024. O Tribunal Regional Federal (TRF) decidiu pela anulação do uso desse vídeo específico como prova em um dos processos de corrupção passiva contra Emanuel Pinheiro.
A defesa do ex-prefeito sempre sustentou que os valores eram referentes a dívidas de pesquisa eleitoral e questionou a validade da gravação.
DELAÇÃO 'MOSTRUOSA'
A delação de Silval Barbosa, homologada pelo então ministro Luiz Fux, foi classificada como "monstruosa" pela PGR. Ela revelou uma organização criminosa, com cobrança de propina de empresas em troca de incentivos fiscais. E mensalinho na ALMT, com pagamentos mensais para garantir a governabilidade.
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