O deputado estadual Faissal Calil (PL) negou que tenha agido com deboche com relação à Polícia Federal após a repercussão de um vídeo em que ‘ironiza’ a suposta apreensão de um relógio de luxo em sua residência. Alvo da Operação Gemini, que investiga um esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, o parlamentar afirmou estar "indignado" com o que classifica como notícias falsas sobre seu patrimônio, garantindo que o único relógio que possui é um modelo popular comprado há uma década.
“Estão ventilando na mídia que eu estaria debochando da Polícia Federal. Quem sou eu para debochar de uma instituição séria? Claro, indignado eu estou, o jeito que foi operação e principalmente indignado que eu nunca tive e não tenho, Rolex”, afirmou em vídeo publicado nesta quarta-feira (10).
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A polêmica teve início após a divulgação de imagens em que o deputado aparece pedalando em Várzea Grande e questiona, em tom de ironia: "Que horas são aí no meu Rolex? O povo mente".
Sobre o acessório exibido no vídeo e a repercussão das buscas, o parlamentar detalhou que seria um relógio comprado no passado, antes de se tornar deputado estadual.
“Indignado eu estou com as fake news que estão sendo vinculadas a meu respeito. O único relógio que eu tenho é esse aqui, comprado há dez anos atrás, é um Bulow, custou R$ 971,00”, disse.
Ao encerrar seu posicionamento, o deputado demonstrou confiança em relação ao desenrolar do inquérito. “Quero tranquilizar todos os seguidores, para todos que me acompanham, estou firme e forte, estou aguardando ter acesso ao processo para fazer um pronunciamento mais aprofundado, mas estou muito tranquilo, porque quem não deve não teme”, concluiu.
A Operação Gemini, um desdobramento da Operação Sisamnes, resultou na apreensão de armas, munições e itens de luxo em diversos endereços ligados aos investigados. Contudo, a defesa de Faissal, conduzida pelo advogado Roger Fernandes, sustenta que nenhum item ilícito foi encontrado na casa do deputado e que as imagens de joias e armas que circulam na mídia não pertencem a ele.
Segundo a assessoria jurídica, apenas o celular pessoal do parlamentar foi arrecadado pelas autoridades, tendo sido entregue voluntariamente com todas as senhas. A defesa do parlamentar reforça que a decisão do STJ possui natureza exclusivamente cautelar e investigativa, não representando denúncia ou condenação.
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