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Política Quarta-feira, 10 de Junho de 2026, 11:05 - A | A

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Quarta-feira, 10 de Junho de 2026, 11h:05 - A | A

PUNIÇÕES MAIS DURAS

MPMT envia ofício a Alcolumbre e Lei Antifacção entra em regime de urgência

Promotores buscam ajustar trecho da legislação que pode gerar efeitos contrários ao endurecimento penal previsto pelo Congresso

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

Após promotores do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) enviarem ofício aos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (UB/AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REP-PB), a Câmara dos Deputados aprovou regime de urgência para a tramitação do Projeto de Lei 2.301/2026, que busca corrigir uma falha técnica identificada na chamada Lei Antifacção (Lei nº 15.358/2026). 

O pedido de correção foi encaminhado pela Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT). A  instituição aponta que a redação atual da norma contém um equívoco que pode produzir efeitos contrários ao endurecimento penal pretendido pelo Congresso Nacional. 

De autoria do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), o projeto foi apresentado em maio e alterou a legislação para considerar hediondos crimes como homicídio doloso, latrocínio e delitos praticados por integrantes de facções criminosas e milícias. No entanto, especialistas identificaram inconsistências na redação relacionada às regras de progressão de pena. 

Segundo o Ministério Público, a forma como o texto foi elaborado acaba invertendo a lógica pretendida pelo legislador, podendo flexibilizar a progressão de regime em determinados casos de homicídio doloso, ao mesmo tempo em que endurece o tratamento dado a crimes ligados a organizações criminosas. A avaliação é de que a redação precisa ser ajustada para garantir maior rigor penal de forma uniforme.

Embora o projeto já apareça no sistema legislativo com status de "pronto para pauta", ainda não há data definida para votação. A expectativa é que a matéria seja apreciada nas próximas semanas, após a conclusão de outras pautas prioritárias em discussão na Câmara dos Deputados.

Com isso, a proposta poderá ser analisada diretamente em plenário, sem a necessidade de passar pelas comissões temáticas da Casa.

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