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Política Terça-feira, 09 de Junho de 2026, 19:13 - A | A

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Terça-feira, 09 de Junho de 2026, 19h:13 - A | A

SUCESSÃO DE DÍVIDAS

Bussiki explica ginástica no orçamento e volta a negar 'pedaladas'; veja vídeo

O secretário de Economia atendeu convocação de Ilde Taques e admitiu repasse de dívidas de 2025 para 2026

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

O secretário de Economia de Cuiabá, Marcelo Bussiki, compareceu à Câmara Municipal nesta terça-feira (9) para prestar esclarecimentos sobre as dívidas da gestão, após o ex-secretário de Educação, Amauri Monge, apontar supostas "pedaladas" praticadas pelo prefeito Abilio Brunini (PL). 

Durante a audiência, Bussiki admitiu que despesas de 2025 foram transferidas para 2026, mas voltou a negar que a prática configure pedaladas fiscais. Segundo ele, esse tipo de irregularidade ocorre apenas quando há ocultação de despesas, o que, segundo a gestão municipal, não aconteceu.

LEIA MAIS: Abilio justifica dívidas e chama denúncia de suposta "pedalada" de "narrativas"; veja vídeo

"Quando se fala em pedalada, se fala em omissão de despesas. Você retira uma despesa do balanço para mostrar uma saúde financeira que não existe", reforçou o secretário.

A convocação de Bussiki foi solicitada pelo vereador Ilde Taques (Podemos). Além dele, o contador-geral do município, Éder Galiciani, também participou da sessão e apresentou dados financeiros da administração.

De acordo com Bussiki, a Secretaria Municipal de Educação já acumulava dívidas desde a gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD). Em 2022, os débitos da pasta somavam R$ 53 milhões. Em 2023, chegaram a R$ 95 milhões. Já em 2024, totalizaram R$ 76 milhões.

Segundo o secretário, parte dessas pendências contribuiu para o passivo de R$ 2,3 bilhões herdado pela atual administração quando Abilio assumiu a Prefeitura, em janeiro de 2025.

Bussiki afirmou que, por meio da renegociação de contratos e da reorganização financeira, a gestão conseguiu reduzir significativamente os restos a pagar.

"Encontramos a Prefeitura com mais de R$ 2 bilhões em dívidas. Também demonstramos o recuo desse passivo em relação à liquidez. Em um ano, conseguimos reduzir esse valor de forma expressiva", detalhou.

O secretário destacou ainda que a gestão ampliou os investimentos em áreas prioritárias, destinando recursos acima dos mínimos exigidos pela legislação para Saúde e Educação. Apenas na pasta comandada por Amauri Monge, segundo Bussiki, foram aplicados mais de R$ 30 milhões acima do previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA). 

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