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Justiça Quarta-feira, 10 de Junho de 2026, 17:24 - A | A

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Quarta-feira, 10 de Junho de 2026, 17h:24 - A | A

VISTA EM SHOW NO INTERIOR

Justiça analisa pedido para recolocar tornozeleira em Taiza Tosatt, a "Musa das Pirâmides"

Assistentes de acusação pedem retorno do monitoramento eletrônico; juiz abriu prazo para manifestação do Ministério Público e da defesa

GABRIEL BARBOSA
Da Redação

A Justiça de Mato Grosso iniciou a análise de um pedido para restabelecer medidas cautelares contra a empresária Taiza Tosatt Eleotério Ratola, conhecida como "Musa das Pirâmides". A solicitação foi apresentada por assistentes de acusação e busca a reimposição do monitoramento eletrônico e da prisão domiciliar anteriormente cumpridos pela investigada.

Conforme publicação no Diário da Justiça Eletrônico desta quarta-feira (10), o juiz Luis Otávio Pereira Marques, determinou a abertura de prazo para que o Ministério Público de Mato Grosso e a defesa da ré se manifestem sobre os requerimentos protocolados nos autos.

A decisão não determina o retorno imediato das restrições. O magistrado apenas encaminhou os pedidos para análise do Ministério Público e garantiu à defesa o direito de apresentar manifestação antes de decidir sobre o caso.

Os assistentes de acusação sustentam que a retirada da tornozeleira eletrônica ocorreu em novembro de 2025 por razões relacionadas à gravidez de Taiza e ao período pós-parto. Segundo eles, as circunstâncias que justificaram a flexibilização das medidas cautelares já não existiriam.

O pedido foi reforçado após a circulação de imagens que mostrariam a empresária participando de eventos sociais em Mato Grosso. Na avaliação dos requerentes, a presença da investigada em festividades indicaria que não há mais impedimentos para o restabelecimento do monitoramento eletrônico.

Agora, caberá ao Ministério Público emitir parecer sobre o pedido. Em seguida, a defesa de Taiza poderá apresentar seus argumentos antes da decisão judicial.

OPERAÇÃO CLEÓPATRA

Taiza Tosatt ganhou notoriedade após ser alvo da Operação Cleópatra, deflagrada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon).

As investigações apuram a suposta atuação de um esquema de pirâmide financeira que teria causado prejuízos milionários a investidores em Mato Grosso. A empresária foi presa em outubro de 2024 durante o cumprimento de mandados judiciais relacionados à operação.

O inquérito investiga supostos crimes de estelionato, associação criminosa e fraudes envolvendo a captação de recursos com promessa de altos rendimentos financeiros.

Até o momento, não há decisão judicial sobre o retorno da tornozeleira eletrônica ou da prisão domiciliar. A definição dependerá da análise das manifestações do Ministério Público e da defesa.

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