"Cada criança é um universo". É assim que a professora Irene Duarte, de Alta Floresta (791 km de Cuiabá), define sua missão na educação. A educadora mato-grossense se tornou uma das embaixadoras brasileiras do método alemão IntraAct, uma abordagem de alfabetização desenvolvida para crianças neurodivergentes que promete reduzir para cerca de quatro meses o tempo necessário para aprender a ler e escrever.
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Baseada no ensino individualizado, a metodologia parte do princípio de que cada aluno possui um ritmo, uma história e necessidades próprias. Ao acompanhar as crianças de forma mais próxima, os professores conseguem identificar não apenas dificuldades de aprendizagem, mas também questões emocionais que afetam o desenvolvimento escolar.
Segundo Irene, a experiência em sala de aula mostrou que o método ajudou educadores a reconhecer situações de sofrimento silencioso vividas por alguns estudantes. Em determinados casos, o acompanhamento individual revelou traumas familiares e até indícios de violência que passavam despercebidos no ensino tradicional.
"Quando você tem esse olhar individualizado para a pessoa, você vai entendendo o que está acontecendo ali e consegue estruturar uma rede de apoio", afirmou a professora ao HNT Entrevista.
Para Irene, o maior diferencial da metodologia não está apenas na velocidade da alfabetização, mas na capacidade de enxergar cada criança em sua totalidade, transformando a escola em um espaço de acolhimento, desenvolvimento e proteção.
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