"Em um mundo profundamente interconectado, campanhas de deslegitimação institucional, tentativas de constrangimento político e iniciativas destinadas a questionar, em jurisdições estrangeiras, atos regularmente praticados por autoridades nacionais podem produzir efeitos que ultrapassam fronteiras", afirmou o ministro.
A fala ocorre em meio a medidas anunciadas pelos Estados Unidos contra o Brasil, como a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas e a sinalização de novas tarifas sobre importações do Brasil, atribuídas, entre outros pontos, ao Pix.
Fachin também fez alertas sobre a diferença entre cooperação internacional e ingerência. "A cooperação entre Estados democráticos é valor fundamental do mundo contemporâneo. Contudo, cooperação não se confunde com ingerência. O respeito recíproco entre nações pressupõe o reconhecimento da legitimidade de suas instituições constitucionais e da independência de seus órgãos jurisdicionais".
(Com Agência Estado)
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