"O projeto atendeu vários dispositivos, inclusive de pedidos do próprio ministério, para limitar o enquadramento a produtores que tenham comprovadas perdas em duas safras, em valores teto de até R$ 10 milhões, o que significa endereçar os recursos majoritariamente para produtores de médias propriedades", disse Leite, a jornalistas.
O governador disse que o texto foi "bem construído" e é "responsável", mas defendeu a edição de uma medida provisória para complementar. "Há espaço ainda no processo legislativo para que o governo traga uma nova medida provisória, que vai pautar o debate, naturalmente, que se deseja que, ao se fazer essa votação, é justamente deixar clara a urgência. Houve espaço para o governo se movimentar até aqui. Os movimentos não foram suficientes", continuou.
Para Leite, o projeto não tem fins eleitorais e não tem o objetivo de causar impactos aos cofres públicos. "Ninguém quer impor, nem eu nem os parlamentares, os senadores, à União um rombo fiscal. E o projeto toma cuidado com isso. Há espaço para o governo manejar no limite das suas possibilidades fiscais. O que ele não pode é ignorar a urgência de se promover a renegociação das dívidas dos produtores rurais", disse.
(Com Agência Estado)
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