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Justiça Terça-feira, 09 de Junho de 2026, 18:09 - A | A

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Terça-feira, 09 de Junho de 2026, 18h:09 - A | A

DESRESPEITO À MORALIDADE

Esposa de prefeito é afastada de secretaria por falta de qualificação e nepotismo

Investigadores descobriram que ela não tem formação nem experiência em assistência social

DA REDAÇÃO

A pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a Justiça afastou Elizângela Menezes de Jesus do cargo de secretária municipal de Assistência Social de Cotriguaçu (956 km de Cuiabá). A decisão foi tomada após uma investigação apontar que a nomeação configura nepotismo, já que ela é esposa do prefeito, Moisés Ferreira de Jesus (UB), e que Elizângela não possui a qualificação técnica necessária para comandar a pasta. O juiz do caso determinou a suspensão imediata do salário dela durante o período de afastamento. A ação foi assinada pela promotora Marina Refosco Tanure.

Segundo a Promotoria, a escolha da primeira-dama desrespeitou os princípios públicos de moralidade e eficiência. O juiz Yago da Silva Sebastião explicou que, embora prefeitos possam nomear parentes para cargos políticos, como secretarias, a prática se torna ilegal se o familiar não tiver capacidade para a função, conforme as regras do Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante a investigação, a própria Elizângela admitiu em reunião com o Ministério Público que nunca havia trabalhado na área pública. Os investigadores descobriram que ela não tem formação nem experiência em assistência social. Testemunhas relataram que o dia a dia da secretaria estava desorganizado. Como a secretária não dominava o assunto, assessores sem autorização oficial acabavam tomando as decisões importantes, prejudicando o atendimento aos moradores. A Defensoria Pública também confirmou que a rede de apoio social da cidade estava fraca e cheia de falhas por falta de comando técnico.

Antes de recorrer ao tribunal, o Ministério Público enviou uma recomendação formal para que o prefeito Moisés Ferreira demitisse a esposa e parasse de contratar parentes. Como o prefeito ignorou o pedido e manteve a mulher no cargo, o MP entrou com a ação na Justiça. O magistrado concluiu que manter a primeira-dama na liderança da pasta traria ainda mais prejuízos para as famílias carentes que dependem dos serviços do município.

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