Segundo o procurador federal Michael DiGiacomo, Ernando Elias Orelio foi indiciado pelo crime de fuga de custódia, que prevê pena máxima de um ano de prisão.
De acordo com a denúncia criminal, Orelio foi preso em 31 de maio pela polícia de Watervliet, no condado de Albany, após ser acusado de invasão de propriedade em segundo grau, obstrução criminosa da respiração ou circulação sanguínea e assédio por contato físico.
No dia seguinte, 1º de junho, agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) o colocaram sob custódia migratória e o transferiram para o Centro de Detenção Federal de Buffalo. Segundo as autoridades, o brasileiro não possuía status imigratório legal no país e aguardava a conclusão de seu processo de deportação.
A fuga ocorreu em 7 de junho. Conforme a denúncia, funcionários do centro de detenção foram informados de que Orelio havia escalado uma cerca e acessado o telhado da unidade. Um agente penitenciário verificou a cela do brasileiro e a área de recreação, mas não o encontrou.
Ao chegar ao telhado, o agente localizou o detento, que pulou para o chão e fugiu correndo. Orelio foi capturado pouco tempo depois em uma área de mata próxima ao centro de detenção.
O brasileiro compareceu nesta terça-feira, 23, perante o juiz federal Jeremiah J. McCarthy e permaneceu detido.
O caso é conduzido pelo procurador assistente especial Brendan Fitzgerald e resulta de uma investigação realizada por diferentes órgãos federais e locais, incluindo a Divisão de Investigações de Segurança Interna (HSI), o ICE, o Departamento de Polícia de Batavia e o Gabinete do Xerife do Condado de Genesee.
As autoridades ressaltaram que a acusação é uma alegação formal e que Orelio é presumido inocente até eventual condenação pela Justiça.
(Com Agência Estado)
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